Resumo objetivo:
O Irã lançou uma série intensa de ataques com mísseis e drones contra alvos em países do Golfo, incluindo uma base dos EUA no Kuwait. Paralelamente, os EUA afirmaram ter destruído 16 navios iranianos suspeitos de instalarem minas no Estreito de Ormuz, com o presidente Trump alertando para "consequências militares sem precedentes" caso o Irã mine a passagem. Os ataques e as tensões na principal rota marítima de petróleo elevaram os preços globais do combustível.
Principais tópicos abordados:
1. Ataques iranianos com mísseis e drones a alvos em vários países do Golfo.
2. Tensões e ameaças em torno do Estreito de Ormuz, com acusações de instalação de minas e alertas militares dos EUA.
3. Impacto do conflito nos preços internacionais do petróleo e no fluxo energético global.
Irã lança ‘onda intensa’ de ataques no Golfo; Trump alerta contra instalação de minas no Estreito de Ormuz
Teerã atingiu alvos regionais, incluindo uma base dos EUA no Kuwait, após Washington informar ter destruído 16 navios que supostamente plantariam explosivos na rota marítima
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira (11/03) que as forças iranianas lançaram em suas últimas horas a “onda mais intensa” de ataques contra alvos dos países do Golfo, incluindo uma base dos Estados Unidos no Kuwait. Trata-se do 12º dia da guerra iniciada por Washington e Tel Aviv, em meio à escalada de tensões regionais devido a uma crise energética global, impulsionado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo o IRGC, quatro mísseis foram disparados contra o quartel-general das forças norte-americanas no Oriente Médio, incluindo dois mísseis direcionados ao Campo Arifjan, no Kuwait. Embora as autoridades kuwaitianas não tenham confirmado os relatos de imediato, a Guarda Nacional informou que oito drones que miravam o país foram abatidos.
Por sua vez, em Doha, o Ministério da Defesa catari informou que os exército havia interceptado um novo ataque com mísseis. Segundo a Al Jazeera, várias explosões foram ouvidas na manhã de quarta-feira.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou que durante a madrugada destruiu cinco drones que se dirigiam ao campo petrolífero Shaybah do reino, no deserto do Empty Quarter. Além disso, interceptou dois drones na Província Oriental.
No Bahrein, ataques de drones iranianos atingiram Sitra, perto de Manama. A instalação do Ma’ameer pegou fogo.
Os Emirados Árabes Unidos também disseram que responderam a ameaças de mísseis e drones vindos do país persa. Segundo o Escritório de Mídia de Dubai, dois drones caíram nas proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai, ferindo quatro pessoas.
Tensões sobre o Estreito de Ormuz
Enquanto isso, crescem as preocupações de que a guerra possa sufocar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, corredor vital no Golfo Pérsico para o fornecimento global de petróleo e gás. Segundo a emissora catari Al Jazeera, o petróleo bruto Brent subiu cerca de 20% desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, e já elevou os preços das bombas em escala internacional.
“A turbulência abalou os mercados financeiros em meio ao temor de uma interrupção prolongada nos fluxos de energia”, informou o veículo.
Na terça-feira (10/03), o exército dos Estados unidos informou ter destruído 16 navios iranianos responsáveis pela instalação de minas navais próximos ao Estreito de Ormuz, embora o presidente norte-americano Donald Trump tenha admitido que ainda não há confirmação de que a nação persa tenha começado a minerar a passagem.
“As forças norte-americanas eliminaram várias embarcações navais iranianas em 10 de março, incluindo 16 navios lançadores de minas perto do Estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês).
O republicano, por sua vez, prometeu “consequências militares sem precedentes” contra o Irã caso a nação coloque minas navais na rota marítima.
“Se o Irã plantou minas no Estreito de Ormuz, o que ainda não temos relatos confirmados, que as removam imediatamente. Caso contrário, as consequências militares serão sem precedentes. Se as removerem, no entanto, será um passo na direção certa”, escreveu nas redes sociais. “CUIDADO”.
A suposta ação do Irã não foi confirmada oficialmente, mas, segundo a emissora norte-americana CBS, a inteligência de Washington começou a observar indícios de que Teerã estaria tomando medidas para posicionar os explosivos na região. Paralelamente, o comandante naval do IRGC, Alireza Tangsiri, afirmou à Al Jazeera que qualquer embarcação norte-americana que atravessasse o Estreito de Ormuz seria alvo de ataques.
Ele também negou rumores levantados pelo secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, de que um petroleiro teria cruzado a região com escolta militar dos Estados Unidos. “Qualquer passagem da frota dos EUA e de seus aliados será bloqueada por mísseis iranianos e drones kamikaze”, declarou o chefe da Marinha iraniana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também desmentiu a publicação de Wright, que posteriormente foi removida das redes sociais. A representante alegou que os Estados Unidos destruíram pelo menos 50 embarcações de Teerã e que a recente alta nos preços do petróleo é “temporária”. Já o Pentágono, por sua vez, informou que aproximadamente 140 soldados norte-americanos ficaram feridos até o momento.
(*) Com Ansa