Resumo objetivo:
Várias grandes compradoras de GNL da QatarEnergy, como Shell e TotalEnergies, declararam força maior para seus clientes devido à interrupção da produção no Catar. O país, segundo maior exportador mundial de GNL, anunciou a paralisação em suas instalações e declarou força maior nos embarques, com o impacto no fornecimento global previsto para começar em abril. O ministro da Energia do Catar afirmou que a normalização das entregas levaria "semanas ou meses".
Principais tópicos abordados:
1. A declaração de força maior por parte de grandes empresas de energia devido à interrupção no fornecimento de GNL do Catar.
2. A paralisação da produção e a declaração de força maior pela própria QatarEnergy.
3. O impacto e o prazo estimado para a normalização do fornecimento no mercado global de GNL.
Várias empresas que compram GNL (gás natural liquefeito) da QatarEnergy como participantes de portfólio ou offtakers, incluindo Shell, TotalEnergies e algumas companhias na Ãsia, declararam força maior aos clientes a quem fornecem, informaram três pessoas próximas ao setor à agência de notÃcias Reuters nesta quarta-feira (11).
A força maior é um dispositivo que isenta a empresa de responsabilidades por falhas no fornecimento.
O Qatar, segundo maior exportador de GNL do mundo, anunciou a interrupção da produção em suas instalações de 77 milhões de toneladas por ano (mtpa) na semana passada e declarou força maior nos embarques de GNL.
A Shell, maior comercializadora de GNL do mundo, não quis comentar. A TotalEnergies não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
Ambas as empresas têm parcerias de longo prazo com a QatarEnergy e são parceiras no enorme projeto de expansão do North Field da empresa, que visa aumentar a capacidade até 2027.
Analistas estimam que Shell recebe 6,8 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL do Qatar, enquanto a TotalEnergies obtém 5,2 mtpa e vende esse volume a seus clientes em todo o mundo.
O ministro de Energia do Qatar, Saad al-Kaabi, disse ao Financial Times na semana passada que levaria "semanas ou meses" para que as entregas voltassem ao normal, mesmo que a guerra terminasse hoje. A empresa declarou força maior nas remessas de GNL na última quarta-feira (4).
Fontes disseram à Reuters na semana passada que os avisos da força maior enviados aos clientes afirmavam que as entregas de GNL para março não seriam afetadas, com o impacto sendo sentido a partir de abril.