O grupo terrorista Hamas saudou a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, desejando-lhe sucesso na guerra contra os Estados Unidos e Israel. A notícia destaca a aliança do Irã com grupos como Hamas e Jihad Islâmica, que fazem parte do chamado "Eixo da Resistência", e aborda as acusações de que o país financia essas organizações, sendo considerado um patrocinador estatal do terrorismo.
Principais tópicos abordados:
1. A nomeação do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
2. O apoio e congratulações de grupos terroristas aliados (Hamas e Jihad Islâmica).
3. A rede de influência regional do Irã, o "Eixo da Resistência", e as acusações de financiamento a grupos armados.
4. A oposição desse eixo à coalizão EUA-Israel e as negações do governo iraniano.
O grupo terrorista Hamas parabenizou os iranianos nesta quarta-feira (11) pela nomeação do novo lÃder supremo do paÃs, Mojtaba Khamenei, e desejou a ele vitória na guerra contra os Estados Unidos e Israel.
Mojtaba assume o lugar do pai, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque no inÃcio do conflito. Ele foi eleito pela Assembleia dos Especialistas, órgão com 88 juristas islâmicos, no domingo (8).
"Desejamos a ele sucesso em cumprir as aspirações do povo iraniano de derrotar a agressão israelo-americana e impedir que as forças da arrogância imponham sua vontade ao Irã", disse Hazem Qassem, porta-voz do Hamas, em um comunicado.
Em um comunicado separado, o Jihad Islâmica também saudou a escolha de Mojtaba. Os dois grupos terroristas são aliados de Teerã, que financia suas atividades.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o paÃs persa busca exportar sua ideologia e expandir sua influência além de suas fronteiras, apoiando uma rede de grupos armados na região.
Além das facções palestinas, essa rede inclui o Hezbollah no LÃbano, os Houthis no Iêmen e outros grupos no Iraque e na SÃria, chamados coletivamente de "Eixo da Resistência".
O eixo se opõe ao poder da coalizão entre Israel e Estados Unidos no Oriente Médio. O Departamento de Estado americano acusa o Irã de ser o principal "patrocinador estatal do terrorismo no mundo".
Segundo especialistas, o apoio do Irã a esses grupos acontece de formas diversas, sendo a primeira delas, o apoio financeiro. Em 2020, os EUA estimaram que o Irã destina ao Hezbollah US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões) por ano. Outros US$ 100 milhões ao ano seriam destinados a grupos palestinos. O governo iraniano nega essas acusações.