Resumo objetivo:
O Zoológico da Cidade de Ichikawa, no Japão, precisou se defender publicamente de acusações de maus-tratos após vídeos mostrarem o filhote de macaco Punch sendo disciplinado por outros do grupo. A instituição explicou que esse comportamento é natural na dinâmica social da espécie e que separá-lo do grupo agora seria prejudicial, destacando que o filhote está se integrando bem e se tornando menos dependente de um bicho de pelúcia que usava para conforto.
Principais tópicos abordados:
1. A reação do zoológico às acusações de maus-tratos e bullying contra o filhote Punch, vindas das redes sociais.
2. A explicação científica do zoológico sobre o comportamento social natural dos macacos, diferenciando-o de abuso humano.
3. O risco de separar Punch do grupo após seu processo de integração.
4. A popularidade do filhote e a controvérsia gerada, incluindo a posição crítica de uma organização de direitos animais (Peta).
O zoológico japonês que cuida de um filhote de macaco que se tornou uma sensação na internet foi forçado a emitir um comunicado negando que ele estivesse sendo maltratado, após uma onda de preocupação nas redes sociais.
Punch, um filhote de macaco de sete meses, foi abandonado pela mãe e ganhou fama depois de começar a se agarrar a um orangotango de pelúcia da loja Ikea em busca de conforto no Zoológico da Cidade de Ichikawa, nos arredores de Tóquio.
Mas depois que o zoológico publicou no X, no mês passado, que Punch "havia sido repreendido muitas vezes por outros macacos", vÃdeos que o mostram sendo perseguido por membros do grupo se espalharam na internet, juntamente com alegações de que ele estava sofrendo bullying.
"Como resultado, recebemos muitas manifestações de preocupação de pessoas tanto no Japão quanto no exterior", disse o zoológico em um comunicado nesta terça-feira (10).
A instituição acrescentou que Punch estava se tornando menos dependente do orangotango de pelúcia porque um número crescente de macacos estava cuidando ou brincando com o filhote.
"Embora os indivÃduos dominantes possam demonstrar ações disciplinares em relação aos seus subordinados, como os macacos fazem naturalmente, essas ações na sociedade dos macacos 'diferem dos abusos humanos'", afirmou o zoológico. "Punch passa a maior parte do dia em paz."
O zoológico também alertou que "Punch se acostumou a viver neste grupo, portanto separá-lo agora criaria o risco de que ele nunca mais pudesse retornar ao grupo e tivesse que continuar vivendo dessa forma pelo resto da vida".
Rejeitado pela mãe, Punch foi criado em um ambiente artificial após nascer em julho e começou o treinamento para se reintegrar ao seu grupo no inÃcio deste ano.
A situação do filhote despertou grande interesse na internet e criou uma base de fãs sob a hashtag #AguentaFirmePunch, enquanto grandes multidões lotavam o zoológico e as vendas do orangotango de pelúcia disparavam.
No entanto, o grupo de direitos dos animais Peta (Pessoas pelo Tratamento Ãtico dos Animais) afirmou que a situação de Punch evidenciou a crueldade dos zoológicos e pediu sua transferência para um "santuário de boa reputação, onde ele possa viver em um ambiente mais natural".