Resumo objetivo:
Israel realizou uma série de ataques aéreos e com drones contra alvos no Líbano, incluindo um prédio residencial em Beirute, resultando em pelo menos 19 mortes. As investidas também atingiram veículos, residências e, segundo fontes libanesas, centros de saúde e equipes de ambulância, violando a proteção de pessoal humanitário. Paralelamente, um relatório da ONU informa que o conflito já deslocou forçadamente cerca de 667 mil pessoas dentro do Líbano.
Principais tópicos abordados:
1. Ataques militares israelenses: Bombardeios a edifícios residenciais, veículos e diversas localidades no Líbano, com alto número de vítimas civis.
2. Alegação de violações humanitárias: Acusações de que Israel tem como alvo diretamente infraestrutura médica e equipes de resgate.
3. Crise humanitária e deslocamento: Dados da ONU sobre o grande volume de deslocados internos no Líbano em decorrência do conflito.
Israel bombardeia prédio residencial em Beirute e mata 19 pessoas
Ataques ocorrem após governo libanês manifestar prontidão para negociações com Tel Aviv; Agência da ONU revela que 667 mil pessoas foram deslocadas forçadamente
As Forças de Defesa israelense continuaram seu bombardeio ao Líbano, atingindo um prédio residencial no centro de Beirute e locais no leste e sul do país devastado pela guerra, matando pelo menos 19 pessoas nesta quarta-feira (11/03).
A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informou que ataques na madrugada deixaram sete mortos e cinco feridos em Tamnin al-Tahta, no distrito de Baalbek, após uma notícia anterior de que 10 pessoas haviam morrido. A agência acrescentou também que três pessoas morreram depois que um carro foi alvejado por um drone israelense em Saf al-Hawa, Bint Jbeil, no sul do território.
O Ministério da Saúde Pública do Líbano também anunciou que sete pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas em investidas israelenses contra al-Shahabiya, no sul do Líbano, durante a noite.
Já a Direção-Geral da Defesa Civil — Autoridade Islâmica de Saúde — comunicou que a agressão israelense em curso contra o Líbano tem como alvo direto centros de saúde e equipes de ambulância que trabalham para atender civis, salientando que se trata de uma clara violação das leis e normas internacionais que garantem a proteção das equipes médicas e humanitárias.
A direção afirmou em comunicado que os centros, veículos e equipes da Defesa Civil e da Autoridade Islâmica de Saúde têm sido alvo de uma série de bombardeios diretos desde o início da agressão, que resultaram no martírio de 15 paramédicos e em ferimentos em mais de 30 outros, enquanto cumpriam seu dever humanitário de resgatar os feridos e prestar socorro aos civis.
Uma pessoa morreu em um ataque de drone israelense em Nabatieh, no sul do Líbano, segundo a NNA, e outra pessoa morreu em Zlaya, no Vale do Bekaa, informou o ministério.
Drones de Tel Aviv atingiram uma caminhonete agrícola na área de Dalil, nos arredores da cidade de Buday, a oeste de Baalbek, sem relatos de feridos. Outro dispositivo atingiu uma motocicleta na cidade de Hanaway, no distrito de Tire, no sul do Líbano, deixando dois feridos.
Dois cidadãos foram mortos no ataque de drone israelense que atingiu, na tarde desta quarta-feira, a área entre as cidades de Haboush e Arab Salim, no sul do Líbano. Na mesma região, aviões de guerra realizaram dois bombardeios contra a cidade de Zibqin, no distrito de Tiro. Os arredores da cidade também foram alvo de fogo de artilharia.
No distrito de Tiro, um ataque aéreo que teve como alvo uma casa na cidade de Hmeiri deixou várias pessoas com ferimentos leves, que foram levadas para hospitais em Tiro. A cidade de Hanniyeh também foi alvo de bombardeio de artilharia e de um ataque com drone.
Nesse contexto, mídias israelenses anunciaram que o exército de Tel Aviv realizou um ataque no escritório administrativo na área de Aisha Bakkar, em Beirute, onde alguns membros do Hezbollah operam. O grupo da Resistência Islâmica, no entanto, negou que qualquer um de seus escritórios ou membros tenha sido alvo e condenou “os repetidos ataques sionistas ao território libanês”.
Deslocamento forçado
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) publicou um relatório sobre o número de deslocados internos e seus deslocamentos durante a guerra de Israel contra o Hezbollah. O relatório revelou que o número de deslocados internos no Líbano chegou a 667.000, enquanto o número de libaneses que cruzaram a fronteira para a Síria não ultrapassou 7.800.
Segundo o ACNUR, o deslocamento interno no Líbano representa 75% do total de deslocamentos na região. O número de deslocados internos em seus próprios países devido à guerra israelo-americana no Líbano, Iraque, Síria, Irã e Afeganistão chegou a 884.700.
Os dados revelaram também que 78.100 sírios que residiam no Líbano retornaram à Síria, fugindo da agressão israelense.
No Irã, o número de deslocados internos chegou a 100.000, enquanto 6.500 refugiados iranianos cruzaram a fronteira para a Turquia. A agência também registrou o retorno de 24.000 afegãos que residiam no Irã para o Afeganistão em decorrência da agressão israelense-americana.