O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, decidiu que o partido não lançará candidato próprio ao TCU, fortalecendo indiretamente a candidatura de Odair Cunha (PT-MG) por meio de um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Essa decisão provocou a desfiliação do deputado Danilo Forte, que criticou a aliança partidária e agora busca se candidatar de forma independente. Com a fragmentação das candidaturas de oposição, o petista Odair Cunha aparece como favorito, contando com o apoio declarado de mais de 300 votos, embora a votação secreta ainda traga riscos de traição.
Principais tópicos abordados:
1. A decisão do União Brasil de não ter candidato próprio e o acordo que fortalece Odair Cunha (PT).
2. A reação interna no partido, com a desfiliação e crítica do deputado Danilo Forte.
3. A disputa pela vaga no TCU, com a fragmentação da direita favorecendo o candidato do PT.
4. A estratégia política de Hugo Motta para assegurar os votos necessários antes de realizar a eleição.
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, decidiu que o partido não vai lançar candidato ao TCU (Tribunal de Contas da União). Com isso, indiretamente, a legenda dá força à candidatura de Odair Cunha (PT-MG).
Rueda disse a parlamentares que firmou um compromisso com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que apoia o petista.
A decisão provocou a desfiliação do deputado Danilo Forte (União-CE) da legenda e sua intenção de se candidatar como independente. Em mensagem enviada aos colegas de bancada, o parlamentar diz que respeitou o partido e não impôs candidatura.
"Minha lealdade e resignação foram respondidas com rodeios e adiamentos, com o desrespeito à vontade da bancada e uma mal disfarçada aliança com adversários", disse o comunicado.
Ao mesmo tempo, o deputado Elmar Nascimento (União-BA) que corria por fora e pedia apoio, também saiu da disputa.
Mesmo assim, Danilo conta com votos da bancada. "Conto com a parceria de todos da bancada hoje mais do que nunca", disse na mensagem.
As declarações confirmam o acordo fechado pela cúpula do União Brasil com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) em torno da candidatura de Odair Cunha.
O petista ganha mais força e agora contabiliza mais de 300 votos somando as bancadas que o apoiam. A votação, no entanto, é secreta e há o risco alto de traições.
Por isso, Hugo Motta tem segurado a eleição e só vai colocar em plenário quando tiver a garantia de que Odair terá votos suficientes.
Na disputa, ainda restam Danilo Forte, que agora busca uma legenda, Hugo Leal (PSD-RJ), Hélio Lopes (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).
Como antecipou o Painel, a fragmentação da direita deve favorecer o candidato petista a ocupar uma cadeira no TCU.