Resumo objetivo:
O Pentágono revisou significativamente para cima o número de soldados feridos em ataques iranianos, admitindo cerca de 140, após uma apuração da Reuters contradizer a informação inicial de apenas oito feridos graves. O Irã acusa os EUA de ocultar o custo real da guerra, enquanto as hostilidades foram desencadeadas por um ataque prévio EUA-Israel que matou o líder supremo iraniano e centenas de civis.
Principais tópicos abordados:
1. A revisão drástica no número de baixas militares norte-americanas feridas.
2. A acusação iraniana de censura por parte dos EUA sobre o custo humano do conflito.
3. O contexto retaliatório dos ataques iranianos, em resposta a uma agressão prévia que vitimou o líder iraniano.
4. A confirmação de mortes de soldados norte-americanos pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM).
Pentágono admite cerca de 140 soldados feridos na guerra contra Irã
Órgão norte-americano falava em oito militares feridos, mas alterou informação após apuração da Reuters revelar saldo quase 18 vezes maior
O Pentágono admitiu na terça-feira (10/03) que cerca de 140 de seus soldados ficaram feridos durante os dez primeiros dias de ataques lançados pelo Irã contra bases militares norte-americanas nos países do Golfo em retaliação à agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o país. O reposicionamento foi feito logo após a agência Reuters apurar os números com duas fontes oficiais e publicar o relatório. Anteriormente, o órgão divulgava que apenas oito militares haviam ficado gravemente feridos.
Desde o início das hostilidades, em 28 de fevereiro, o Irã denunciou uma campanha sistemática de censura do governo de Donald Trump para esconder o custo humano da guerra. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, disse que as baixas dos Estados Unidos podem ser significativamente maiores, ultrapassando 500 mortes na primeira fase dos combates.
“A grande maioria desses ferimentos foi leve”, disse Sean Parnell, porta-voz chefe do Pentágono, em comunicado. “Oito militares permanecem listados como gravemente feridos e recebem o mais alto nível de atendimento médico.”
Por sua vez, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) confirmou recentemente a morte de oito soldados. Segundo o relatório oficial, seis deles perderam a vida em um único incidente no Kuwait, enquanto os restos de outros dois soldados foram recuperados de instalações atacadas por drones e mísseis iranianos.
A resposta do Irã ocorre após a agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra a nação persa, que culminou na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e de aproximadamente 1.230 pessoas, incluindo 175 pessoas na escola primária feminina de Minab. O ataque foi denunciado por Teerã como uma flagrante violação de sua soberania, desencadeando a contraofensiva de mísseis a bases e ativos norte-americanos na região.
(*) Com Telesur