A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro considerou inviável a data marcada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) para a visita do conselheiro americano Darren Beattie, solicitando a mudança para dias anteriores. O magistrado autorizou o encontro na Papudinha, mas apenas no dia 18, dentro das regras de visitação, enquanto a defesa alegou que o compromisso internacional do visitante não permite sua permanência até essa data. Os principais tópicos abordados são o impasse sobre a agenda da visita, as regras penitenciárias e a agenda política do conselheiro dos EUA, que inclui reuniões sobre o sistema eleitoral brasileiro e decisões judiciais.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (11) que a data definida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para a visita do conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente é inviável. Os advogados pediram que o magistrado reconsidere sua decisão e autorize o encontro na próxima segunda (16) ou terça (17).
Na noite de terça (10), Moraes liberou a reunião entre Beattie e Bolsonaro na Papudinha, onde o ex-presidente está preso em BrasÃlia, mas rejeitou a solicitação dos advogados para que o encontro ocorresse em dias excepcionais devido ao curto perÃodo do americano na capital federal.
O ministro determinou que a visita ocorra na quarta (18), das 8h à s 10h. Pelas regras de visitação na Papudinha, batalhão da PolÃcia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, Bolsonaro só pode receber visitas à s quartas e aos sábados.
Os advogados de Bolsonaro afirmaram que o conselheiro do governo de Donald Trump não poderá ficar em BrasÃlia até a data escolhida por Moraes, o que impede a visita a Bolsonaro.
"Trata-se de funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, cujos compromissos internacionais são estruturados com antecedência e submetidos a rÃgida agenda diplomática, especialmente em deslocamentos internacionais de curta duração. Nessas circunstâncias, não há possibilidade concreta de extensão da permanência em BrasÃlia para adequação à data fixada", diz a defesa do ex-presidente.
Darren Beattie é crÃtico do governo Lula e de Alexandre de Moraes. Ele já chamou o ministro de "principal arquiteto do complexo de censura e perseguição" contra Bolsonaro, além de ser próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de quem recebeu agradecimentos após a imposição de sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes.
O conselheiro de Trump estará em São Paulo e em BrasÃlia para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, segundo apurou a Folha, e deve se encontrar com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre "fake news" e milÃcias digitais conduzidos pelo Supremo.
Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por ministros do STF indicados por Bolsonaro, com Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.