Resumo objetivo:
Uma delegação internacional da Assembleia Internacional dos Povos (AIP) expressou apoio total a Cuba contra o bloqueio econômico e energético dos Estados Unidos. Os integrantes, incluindo líderes como João Pedro Stédile (MST) e Fred M’membe (Zâmbia), condenaram as sanções como uma forma de "assédio imperialista" e "guerra econômica". A comitiva anunciou o envio de doações de insumos essenciais e mantém encontros com autoridades locais para direcionar ajuda humanitária.
Principais tópicos abordados:
1. A condenação ao bloqueio estadunidense contra Cuba e o apoio internacional solidário.
2. As críticas de líderes globais à política externa dos EUA, classificada como hostil e ameaçadora.
3. A organização de ajuda humanitária e o fortalecimento de laços políticos com Cuba e Venezuela.
Uma delegação da Assembleia Internacional dos Povos (AIP) manifestou na terça-feira (10) seu apoio incondicional a Cuba ante a hostilidade e ampliação do bloqueio econômico e energético dos Estados Unidos à ilha.
Desde 9 de março, o grupo, composto por líderes de movimentos populares e partidos políticos de cinco continentes, está viajando a Cuba e Venezuela para prestar solidariedade aos povos desses países.
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que participa da delegação, lembrou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta “asfixiar economicamente a ilha” e destacou ainda que o mandatário estadunidense é “uma ameaça à paz mundial”.
O presidente do Partido Socialista da Zambia, Fred M’membe, denunciou o “assédio imperialista que se recrudesce em todos os setores sociais e econômicos” e destacou que a população cubana não merece as sanções que sofre por parte do imperialismo.
“O único perigo que representa Cuba é seu exemplo de bondade e solidariedade”, declarou o líder africano.
Brian Bécker, integrante do Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL) dos Estados Unidos, apontou que as recentes ações de Trump são uma “extensão da guerra econômica contra um país soberano que não cede a influências externas”.
Bécker destacou que os cidadãos estadunidenses não apoiam os planos intervencionistas nem os conflitos bélicos promovidos pela Casa Branca.
A comitiva informou que sua estada tem o objetivo de aprofundar a análise sobre os efeitos causados pelo bloqueio para direcionar a forma da ajuda humanitária. Nesse sentindo, a delegação anunciou que, em breve, chegarão doações de insumos essenciais destinados à manutenção de áreas como saúde e agricultura, enquanto continuam a agenda de encontros com autoridades locais para buscar soluções que assegurem o bem-estar da população.
Em janeiro, Trump declarou que Cuba é “ameaça para a segurança” dos EUA e, por isso, impôs mais restrições à ilha que sofre com sanções há 60 anos. Em outubro de 2025, a ONU condenou pela 33ª vez o bloqueio estadunidense com 165 votos a favor.