Resumo objetivo:
As Forças Armadas da Ucrânia atacaram uma fábrica de microeletrônica em Bryansk, Rússia, com mísseis Storm Shadow, causando mortos e feridos. O Kremlin acusou o Reino Unido de fornecer assistência essencial para o ataque, enquanto a Rússia classificou a ação como terrorista. O presidente Zelensky confirmou a autoria, justificando que a fábrica produzia componentes para mísseis russos.
Principais tópicos abordados:
1. O ataque ucraniano com mísseis Storm Shadow a um alvo industrial em Bryansk e suas consequências.
2. A acusação russa de que o Reino Unido foi crucial para a realização do ataque.
3. A classificação do evento pela Rússia como um ato terrorista e a justificativa ucraniana de legítima defesa.
4. A crítica russa à reação do Secretariado da ONU, considerada tendenciosa.
Ataque ucraniano contra cidade russa não poderia acontecer sem ajuda britânica, diz Kremlin
Bombardeio com mísseis de cruzeiro ‘Storm Shadow’ conduzido por Kiev atingiu região de Bryansk e deixou seis mortos e 42 feridos
As Forças Armadas da Ucrânia realizaram um grande ataque na cidade russa de Bryansk na última terça-feira (10/03), deixando seis mortos e 42 feridos. De acordo com as Forças Armadas da Ucrânia, o bombardeio foi realizado com mísseis de cruzeiro “Storm Shadow” contra uma fábrica de microeletrônica.
Ao comentar o ataque, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia não teriam conseguido atacar Bryansk sem a assistência britânica.
“Obviamente, o lançamento desses mísseis [Storm Shadow] não teria sido possível sem os especialistas britânicos. Estamos cientes disso, sabemos bem disso e, claro, estamos levando isso em consideração”, disse ele.
O Comitê de Investigação da Rússia classificou o ataque ucraniano como um ataque terrorista e a região declarou um dia de luto nesta quarta-feira (11/03).
O governador da região de Bryansk, Alexander Bogomaz, afirmou que a Ucrânia lançou “deliberadamente um ataque com mísseis contra civis em Bryansk, cometendo um ato terrorista desumano”.
“Medidas imediatas estão sendo tomadas para conter e eliminar as consequências deste ato terrorista desumano”, declarou o governador.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por sua vez, confirmou a jornalistas que Kiev foi responsável pelo ataque a Bryansk. “O comandante Oleksandr Syrskyy, das Forças Armadas da Ucrânia, me ligou e me contou sobre uma operação bem-sucedida que acabara de acontecer. Uma fábrica em Bryansk foi atingida”, declarou.
Zelensky acrescentou que a fábrica atingida no território russo seria responsável por produzir componentes eletrônicos para mísseis russos. “Os mesmos que estão atingindo nossas cidades, nossas vilas, nossos civis. Estamos nos defendendo”, completou o presidente ucraniano.
Já a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, criticou o Secretariado da ONU de pela sua reação ao ataque das Forças Armadas da Ucrânia em Bryansk, classificando-a como “tendenciosa”.
“Os funcionários do Secretariado da ONU deixaram de ser representantes de uma voz unificada da ONU e passaram a fazer lobby por um país ou grupo de países. Nesse sentido, a ucranização do Secretariado da ONU, infelizmente, não é uma ideia absurda”, disse a diplomata.