Os presidentes Lula (Brasil) e Petro (Colômbia) discutiram por telefone a cooperação em segurança regional e os riscos associados à possível classificação de facções criminosas como o PCC e o CV como organizações terroristas pelos EUA. Eles também trataram dos preparativos para a Cúpula da CELAC, marcada para Bogotá. O principal pano de fundo da conversa foi a preocupação com uma eventual justificativa para intervenção militar norte-americana na região, decorrente da medida antiterrorismo.
Principais tópicos abordados:
1. Cooperação bilateral em segurança regional.
2. Preocupação com a possível designação de grupos criminosos como terroristas pelos EUA e seus riscos.
3. Preparativos para a Cúpula da CELAC.
4. Temor de que a medida dos EUA sirva de pretexto para intervenção militar na região.
Lula e Petro falam por telefone sobre segurança regional e risco de intervenção dos EUA
Presidentes de Brasil e Colômbia conversaram em meio à ameaça norte-americana de classificar CV e PCC como organizações terroristas
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, nesta quarta-feira (11/03), para discutir a cooperação regional em segurança.
O telefonema ocorre dias depois do surgimento de rumores na impresa dos Estados Unidos sobre a possibilidade de a Casa Branca emitir um decreto classificando quadrilhas brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. A Colômbia também poderia ter organizações locais criminalizadas, de acordo com essa versão.
Segundo o Palácio do Planalto, os dois líderes também falaram sobre os preparativos para a Cúpula da Comunidade de Estados Latinos-Americanos e Caribenhos (CELAC), que será realizada em Bogotá, no dia 21 de março.
Em nota, o gabinete presidencial informou que a ligação contou com a participação do assessor especial para assuntos internacionais de Lula, Celso Amorim.
Alguns analistas internacionais temem que a classificação das organizações criminosas PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas seja uma forma de justificar uma possível intervenção militar norte-americana no território brasileiro.
Vale ressaltar que, na segunda-feira (09/03), o mandatário brasileiro conversou por telefone com a presidente do México, Claúdia Sheinbaum, para tratar do fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e México.
Nos últimos dias, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, pediu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que aguardasse um encontro direto entre Lula e Donald Trump. O encontro está agendado para este mês, mas ainda sem data definida.
(*) Com Ansa e Agência Brasil