O governo espanhol formalizou o fim do mandato de sua embaixadora em Israel, substituindo-a por um encarregado de negócios na embaixada de Tel Aviv. A medida consolida o rompimento diplomático iniciado em 2025, em meio ao agravamento das tensões bilaterais. A posição da Espanha alinha-se com a forte condenação do primeiro-ministro Pedro Sánchez aos ataques de Israel e EUA ao Irã e ao reconhecimento do Estado palestino.
Principais tópicos abordados:
1. Formalização do término da missão da embaixadora espanhola em Israel.
2. Rebaixamento das relações diplomáticas (embaixador substituído por encarregado de negócios).
3. Contexto de tensões bilaterais e posicionamento crítico da Espanha em relação a Israel.
O governo espanhol encerrou oficialmente as funções de sua embaixadora em Israel, de acordo com o Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (11). A diplomata já havia sido chamada de volta a Madri em setembro de 2025, em meio ao agravamento das tensões entre os dois países, e agora o governo formaliza o fim de seu mandato.
“Por proposta do ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, e após deliberação do Conselho de Ministros na sua reunião de 10 de março de 2026, ordeno a cessação do mandato da Sra. Ana María Sálomon Pérez como Embaixadora de Espanha no Estado de Israel”, diz o comunicado.
A embaixada da Espanha em Tel Aviv será chefiada por um encarregado de negócios, disse uma fonte do Ministério das Relações Exteriores à agência de notícias Reuters.
O primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, é um dos poucos líderes de esquerda na Europa a condenar o ataque dos EUA e de Israel ao Irã como “injustificável”. Ele afirmou que a posição de Madri é “não à guerra”. Seu governo também reconheceu o Estado palestino e condena as hostilidades perpetuadas por Tel Aviv no território.