Resumo objetivo:
Parlamentares democratas dos EUA criticam a falta de clareza e coerência do governo Trump sobre os motivos, objetivos e cronograma da guerra contra o Irã, conduzida em conjunto com Israel. Eles destacam o alto custo financeiro das operações e apontam contradições nas declarações do presidente e de seu secretário de Defesa.
Principais tópicos abordados:
1. Críticas à falta de transparência: Democratas questionam as justificativas e os objetivos finais da guerra.
2. Contradições no governo: Incoerência entre declarações de Trump e de assessores sobre o status e a duração do conflito.
3. Custo financeiro: Preocupação com os gastos militares elevados, contrastando com cortes em outras áreas, como saúde.
4. Contexto do conflito: Menção às alegações iniciais sobre o programa nuclear iraniano como gatilho da guerra.
Democratas demonstram insatisfação com medidas tomadas por Trump sobre ataques ao Irã
Senadora Elizabeth Warren declarou que o governo do mandatário ‘não consegue esclarecer por que entramos na guerra nem quais são os objetivos a serem alcançados’
Parlamentares do Partido Democrata questionaram na terça-feira (10/03) a falta de clareza sobre as justificativas e os objetivos finais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a continuidade dos ataques conduzidos pelo país juntamente com Israel contra o Irã.
O senador Richard Blumenthal declarou, após reunião do Comitê de Serviços Armados do Senado, estar “insatisfeito e irritado” com a situação e disse que existe um consenso de rejeição entre os democratas com relação à guerra.
Por sua vez, a senadora Elizabeth Warren afirmou que o governo de Trump “não consegue explicar os motivos” que levaram a nação a ingressar na guerra, muito menos “os objetivos que estamos tentando alcançar nem os métodos para fazê-lo”.
Além disso, destacou o alto custo das operações militares contra o Irã, que algumas estimativas apontam ter ultrapassado US$ 5,6 bilhões (aproximadamente R$ 28,9 bilhões) nos dois primeiros dias de agressões. Durante sua fala, criticou que os republicanos cortaram os subsídios de saúde em 2025 na tentativa de reduzir os gastos federais, mas demonstram não ter preocupação em aprovar gastos militares.
O líder da minoria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, acusou, por meio de rede social, Trump e seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, de “se contradizerem a cada doze horas” sobre a guerra contra o país persa.
“Trump afirmou que a guerra no Irã estava ‘concluída’, mas Hegseth disse que hoje seria o dia de ataques mais intensos até o momento. Como é possível que Trump e seus comparsas não consigam passar 12 horas sem se contradizerem sobre essa guerra?”, afirmou.
As críticas de parlamentares democratas ganharam teor após Hegseth, prometer realizar o “dia mais intenso” de ataques contra Teerã no 12º dia de guerra. Trump afirmou que a guerra não seria prolongada, mas seus assessores apresentaram cronogramas variados e o secretário de Defesa declarou que os combates não cessariam “até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado”.
Na segunda-feira (09/03), Trump declarou que a guerra estava “praticamente terminada” e que os ataques acabariam “em breve”, alegando que a capacidade militar de Teerã estava em seu ponto mais baixo.
Antes de 28 de fevereiro, o mandatário republicano culpou as ambições nucleares do Irã e um suposto desenvolvimento do programa nuclear, em meio às negociações indiretas, para desencadear o conflito. No entanto, Teerã recorrentemente negou buscar tais dispositivos para fins bélicos.
(*) Com Telesur