Resumo objetivo:
A Linha 17-Ouro do metrô de São Paulo deve iniciar operação assistida e com horário reduzido até o fim de março, atendendo inicialmente sete das oito estações (excluindo Washington Luís). A previsão foi anunciada pelo governador Tarcísio de Freitas, marcando a entrega de uma obra prometida para 2014 e atrasada sucessivamente, com custo atual de R$ 5,8 bilhões. No início, a linha operará com trens automáticos e baterias recarregáveis, mas com presença de operadores a bordo.
Principais tópicos abordados:
1. Previsão de inauguração e fase inicial de operação da Linha 17-Ouro.
2. Características técnicas dos trens e estrutura da linha.
3. Histórico de atrasos e contexto da obra.
4. Condições operacionais iniciais (horário, intervalo, estações disponíveis).
A linha 17-ouro do metrô de São Paulo tem previsão para começar a operar, em horário reduzido até o fim do mês, com trens chegando em sete das oito estações do ramal, entre Morumbi e aeroporto de Congonhas âa Washington LuÃs ficará para um segundo momento.
A afirmação foi feita pelo governador TarcÃsio de Freitas (Republicanos) nesta quarta-feira (11), durante a inauguração do novo CCO (centro de controle de operações) do Metrô.
Prometida para a Copa do Mundo de 2014, será entregue às vésperas do Mundial de 2026, que será disputado em junho nos Estados Unidos.
A inauguração está prevista para o próximo dia 30, mas o Metrô ainda não confirma a data. "à uma previsão que pode variar alguma coisinha, mas será no fim de março", afirmou TarcÃsio.
Segundo apurou a Folha, ainda faltam as últimas certificações que estão sendo feita por empresa independente.
No inÃcio da operação assistida, os trens deverão circular das 10h à s 15h, com intervalo de aproximadamente 7 minutos entre eles. O total da linha disponÃvel no começo deverá ser percorrido em 20 minutos.
Conforme o presidente do Metrô, Antônio Julio Castiglioni Neto, quatro dos 14 trens que irão compor a linha devem estar disponÃveis neste inÃcio, sendo que dois vão circular entre as estações e dois ficarão como reservas.
A estação Washington LuÃs ficará para um segundo momento porque a linha foi construÃda em sistema de "Y", o que é uma novidade para o metrô paulistano.
"A gente vai chegar até a estação Congonhas e depois coloca a Washington Luiz, porque lá tem a bifurcação", disse TarcÃsio.
Pelo modelo, um trem sai da região do Morumbi, entre as zonas oeste e sul, e vai até a estação Congonhas, na zona sul. Já outro segue para a Washington LuÃs.
Como apenas dois trens devem operar simultaneamente neste inÃcio, ficaria inviável que fizessem caminhos diferentes por causa da espera para o passageiro, que iria crescer.
"Nesse primeiro momento, por uma questão de segurança,vamos operar até Congonhas", afirmou o governador.
Com 6,7 km de extensão, o trecho tem oito estações, que estão praticamente prontas âestão sendo realizados os últimos detalhes de acabamento.
Em julho do ano passado, Folha acompanhou parte dos primeiros testes com os dois trens que já estavam disponÃveis na época.
As composições foram produzidas sob medida na China pela BYD âa última está a caminho do Brasil, segundo o governador.
Os trens são totalmente automáticos, ou seja, sem operador, assim como ocorre na linha 15-prata, também monotrilho que opera sobre pneus (são 80 em cada composição, no caso da linha 17).
Neste começo de operação, entretanto, um operador deverá acompanhar todas as viagens de dentro do trem.
Com bancos de plástico sem revestimento, o trem tem largos corredores para permitir a circulação de passageiros âa capacidade é para pouco mais de 600 pessoas. Existem painéis informativos no interior.
As luzes podem mudar de cor no assoalho, o que chama a atenção de quem vê o trem à noite lá no alto.
O trem da linha 17-ouro é o único no mundo com baterias recarregáveis, diz o Metrô, e que tem autonomia para até 8 km, ou seja, o suficiente para percorrer toda a linha 17, caso necessário.
As composições têm 60 metros de comprimento e contam com cinco vagões.
COLEÃÃO DE ATRASOS
A linha suspensa de metrô, orçada atualmente em R$ 5,8 bilhões, colecionou uma série de atrasos e contratos rompidos até os trens começarem a rodar em testes a partir do meio do ano passado.
Quando projetada, a linha foi questionada por especialistas em relação à eficácia no uso de monotrilho para transporte público em massa.
ConstruÃda do outro lado da avenida Washington LuÃs, a estação Aeroporto de Congonhas é ligada ao local homônimo por meio de um túnel de 65 metros de comprimento.
A expectativa é que cerca de 100 mil pessoas por dia usem o transporte público.
Uma série de dificuldades contribuiu para que o atraso na construção da linha fosse tão grande, como o rompimento de contrato por fornecedores, o envolvimento de construtoras no escândalo da Lava Jato e a pandemia de Covid-19.
A desistência da fornecedora de trens, a empresa malasiana Scomi, em 2019, ajudou a atrasar ainda mais. O trilho havia sido projetado especificamente para a composição da empresa --o formato é diferente da linha 15, por exemploâ e não havia uma alternativa à disposição.
A gestão João Doria (à época no PSDB) assinou um contrato com a fabricante chinesa BYD para que ela desenvolvesse um modelo de trem.
A Motiva (ex-CCR) fará a gestão da linha, cujo projeto original previa 18 estações.
NOVO CCO
O Metrô de São Paulo inaugurou nesta quarta-feira seu novo centro de controle operacional (CCO). Com investimento de R$ 49 milhões, próximo à estação Vergueiro da linha 1-azul, o espaço passou por uma modernização completa para coordenar, em tempo real, a operação das quatro linhas administradas pela empresa, que atendem aproximadamente 3 milhões de passageiros por dia.
No centro de operações está um videowall de alta definição com 36 metros de extensão, composto por 90 telas de 55 polegadas, considerado o maior do gênero na América Latina.
O sistema de monitoramento eletrônico reúne mais de 5 mil câmeras distribuÃdas por estações, trens e áreas operacionais.