Resumo objetivo:
Um reservatório em construção da Sabesp rompeu em Mairiporã (SP), causando a morte de um trabalhador terceirizado e ferindo outras sete pessoas, uma em estado grave. A enxurrada de lama atingiu 25 famílias e danificou veículos, levando a empresa a realojar os afetados e iniciar uma investigação interna. O governador Tarcísio de Freitas classificou o acidente como "inaceitável", enquanto órgãos reguladores e o sindicato cobram apuração das causas.
Principais tópicos abordados:
1. Acidente e consequências: rompimento do reservatório, vítimas (morto e feridos), danos a moradias e veículos.
2. Resposta da empresa e autoridades: apoio às vítimas, investigação interna, críticas do governador e acompanhamento de órgãos reguladores.
3. Contexto da privatização: segundo acidente fatal desde a privatização da Sabesp em julho de 2024.
O rompimento de um reservatório em construção pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), privatizada em julho de 2024, provocou a morte de um trabalhador e deixou outras sete pessoas feridas nesta quarta-feira (11) em Mairiporã, na Grande São Paulo. Uma delas está em estado grave.
A água transbordou do reservatório em obras, provocando uma forte enxurrada de lama que desceu pelas ruas (veja o vídeo abaixo), atingindo os imóveis de 25 famílias, além de provocar danos em, pelo menos, 10 veículos. Segundo a Sabesp, 9 famílias foram levadas para hotéis e 16 estão abrigadas em casas de parentes.
O acidente que ocorreu por volta das 11 horas, na Rua Jacarandá, no bairro Capoavinha. A vítima fatal, um trabalhador de 45 anos que prestava serviços para uma empresa terceirizada contratada pela Sabesp, foi encontrada morta dentro de um contêiner.
A empresa lamentou “profundamente o falecimento” e informou que “desde os primeiros momentos após a ocorrência, a Sabesp mobilizou equipes operacionais, de assistência social e de atendimento emergencial para prestar todo o apoio necessário à família do colaborador, às pessoas feridas e às famílias atingidas na região”.
A empresa informou ainda que iniciou uma investigação interna sobre as causas do acidente e que vai “ressarcir todos os prejuízos causados pela ocorrência”.
O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que o acidente é “inaceitável”. “Quando você tem um acidente como o que houve hoje, ou foi falha de projeto ou de execução, e as duas coisas são inaceitáveis. A gente precisa investigar para, dentro de uma lógica de melhoria contínua, não deixar que aconteça de novo”, afirmou o governador. Ele disse ainda que a instalação de novos reservatórios no estado devem continuar.
Além de equipes da Defesa Civil do Estado que estiveram no local, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) acompanha o caso e informou que fará os procedimentos para apurar as causas técnicas do acidente.
O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) cobrou “explicações imediatas da sobre o que aconteceu, quais foram as falhas e quais medidas estão sendo tomadas para apoiar as vítimas”.
Segundo acidente
Esta é a segunda morte provocada por acidente durante a construção de equipamentos de saneamento, desde que a Sabesp foi privatizada em julho de 2024.
Em setembro do ano passado, uma mulher de 79 anos morreu no sofá de sua casa em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, após uma tubulação da Sabesp cair em sua casa no momento do içamento da peça para a construção de uma adutora.