Resumo objetivo:
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, condiciona um fim da guerra ao reconhecimento internacional dos direitos do Irã, ao pagamento de reparações e a garantias contra novas agressões, responsabilizando Israel e EUA pelo conflito. Enquanto isso, os ataques continuam, com o Irã lançando novos mísseis e drones contra alvos em Israel, incluindo bases aéreas e a sede do serviço de segurança interna. Paralelamente, há uma troca de declarações contraditórias entre EUA e Irã sobre o status do conflito e a saúde do líder supremo iraniano.
Principais tópicos abordados:
1. Condições do Irã para um cessar-fogo.
2. Escalação militar com novos ataques iranianos.
3. Troca de acusações e desinformação entre as partes envolvidas.
Presidente iraniano condiciona trégua a 'garantias firmes' contra novas agressões
Aos líderes da Rússia e do Paquistão, Masoud Pezeshkian reafirmou compromisso com paz e exigiu reconhecimento de direitos e reparações
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã continua comprometido com uma solução política para a guerra no Oriente Médio e defendeu que o conflito só poderá terminar se houver reconhecimento internacional dos direitos do país. Em mensagem publicada na rede X, após conversas com os líderes da Rússia e do Paquistão, o mandatário responsabilizou Israel e os Estados Unidos pela escalada militar.
“Reafirmei o compromisso do Irã com a paz na região. A única maneira de pôr fim a esta guerra — instigada pelo regime sionista e pelos EUA — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, escreveu Pezeshkian.
Nesta quarta-feira (11/03), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país já teria “vencido” a guerra contra o Irã. “Sabe, nunca é bom dizer que se venceu muito cedo. Nós vencemos”, declarou, mas acrescentou que Washington ainda precisa “terminar o trabalho” para evitar que seja necessário retornar militarmente ao país no futuro.
Trump também afirmou que o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, havia sido ferido em um ataque aéreo. O filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian, desmentiu a informação no mesmo dia. “Recebi notícias de que Mojtaba ficou ferido. Perguntei a amigos que tiveram contato com ele. Disseram que ele está bem de saúde e que não há nenhum problema”, escreveu em seu canal no Telegram.
Ataques continuam
Na madrugada desta quinta-feira (12/03), novas sirenes de alerta voltaram a soar no norte de Israel após o lançamento de mais uma salva de mísseis balísticos iranianos. O alerta foi emitido pelo Comando da Defesa Civil israelense para várias localidades da região.
Segundo avaliações iniciais das Forças de Defesa de Israel (FDI), este foi o quarto ataque com mísseis balísticos lançado pelo Irã contra Israel. Sirenes foram registradas em áreas de Jerusalém, no sul do país e em partes da Cisjordânia ocupada. Até o momento, não há relatos de vítimas.
O Ministério da Saúde de Israel informou que 179 pessoas foram hospitalizadas nas últimas 24 horas em decorrência do conflito, entre civis e militares. O balanço acumulado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, indica que 2.745 pessoas já foram hospitalizadas em Israel, das quais 85 permanecem internadas.
Bases aéreas e Shin Bet
O Irã afirmou ter ampliado seus ataques com o uso de drones contra alvos estratégicos em Israel. Segundo o exército iraniano, foram atingidas duas bases aéreas israelenses e a sede do Shin Bet, o serviço de segurança interna do país, em Tel Aviv. A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana IRNA.
“Nas últimas horas, o Exército da República Islâmica do Irã atacou as bases aéreas de Palmachim e Obeda do regime israelense, assim como a sede do Shin Bet, com drones”, diz o comunicado.
Na base aérea de Palmachim, próxima a Tel Aviv, na cidade de Yavne, são lançados satélites e estão localizados sistemas de defesa antimísseis e drones Honda David e Hermes 900. Na base aérea de Obeda, no sul de Israel, ocorre o centro de treinamento das Forças Aéreas Israelenses, onde estão os caças F-22 norte-americanos.
Até o momento, as autoridades israelenses não confirmaram oficialmente danos nessas instalações.