Resumo dos pontos principais:
Autoridades do Pentágono informaram que os gastos dos EUA na primeira semana de guerra contra o Irã ultrapassaram US$ 11,3 bilhões, valor que não inclui custos logísticos anteriores aos combates. Além disso, o número de soldados feridos foi revisado para cerca de 140, muito acima da divulgação inicial.
Principais tópicos abordados:
1. Custos financeiros da guerra: Destaque para os elevados gastos militares, especialmente com munições, e a exclusão de despesas preparatórias da estimativa oficial.
2. Baixas militares: Revisão significativa no número de soldados feridos nos primeiros dias do conflito.
3. Críticas políticas internas: Preocupação de republicanos com os custos, o risco de um conflito prolongado e o impacto no preço do petróleo em ano eleitoral.
Gastos dos EUA na primeira semana de guerra superam R$ 58,7 bi
Valores foram apresentados por autoridades do Pentágono aos parlamentares; estimativa não inclui custos relacionados à preparação do enclave
Autoridades do Pentágono informaram aos congressistas dos Estados Unidos que a primeira semana da guerra contra o Irã custou mais de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões) aos norte-americanos, durante uma reunião fechada no Capitólio, na última terça-feira (09/03).
Com base em fontes anônimas, The New York Times informou nesta quarta-feira (10/03) que a estimativa de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,8 bilhões) não inclui vários custos importantes da operação, como o deslocamento prévio de equipamentos militares, a mobilização de tropas e outros preparativos logísticos realizados antes do início dos bombardeios no sábado, 28 de fevereiro.
Isso torna o valor final da primeira semana de guerra ainda maior. Apenas em munições nos dois primeiros dias de guerra, segundo as autoridades Defesa, foram gastos US$ 5,6 bilhões (R$ 29,1 bilhões).
Estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) apontam para custos elevados já nas primeiras 100 horas da operação, que totalizam cerca de US$ 3,7 bilhões (R$ 19,10 bilhões), o equivalente a aproximadamente US$ 891 milhões (R$ 4,5 bilhões) por dia.
O Pentágono também admitiu que cerca de 140 de seus soldados ficaram feridos durante os dez primeiros dias de ataques. O reposicionamento foi feito logo após a agência Reuters apurar os números com duas fontes oficiais e publicar o relatório. Anteriormente, o órgão divulgava que apenas oito militares haviam ficado gravemente feridos.
Crítica dos republicanos
Os custos da guerra, as baixas militares e suas consequências no mercado internacional do petróleo já provocam divisões na própria base republicana. Parlamentares da legenda questionaram a aprovação de um pacote suplementar bilionário para financiar a guerra, temendo que a operação militar se transforme em um conflito prolongado e sem prazo definido.
Eles também manifestaram preocupações quanto ao aumento do combustível no país neste ano de eleições legislativas. Entre os críticos está o senador Rand Paul (Pennsylvania), que alertou que um conflito prolongado no Oriente Médio poderia prejudicar os Estados Unidos politica e economicamente.
“Se ainda estivermos bombardeando o Irã com ação cinética — as pessoas não querem chamar isso de guerra — se ainda houver ação cinética que faça o petróleo ficar acima de 100 dólares, acho que vocês verão uma eleição desastrosa”, afirmou à Fox Business.