Uma investigação preliminar do Pentágono concluiu que os EUA são responsáveis por um ataque com míssil que destruiu uma escola feminina no Irã, matando mais de 175 pessoas, a maioria crianças. O erro ocorreu porque as agências de inteligência norte-americanas usaram dados desatualizados em mais de uma década, confundindo o local com uma base militar iraniana. O presidente Donald Trump inicialmente tentou atribuir a responsabilidade ao Irã, mas depois afirmou que aceitaria os resultados finais da apuração.
Principais tópicos abordados:
1. A conclusão da investigação militar dos EUA sobre sua responsabilidade no ataque.
2. A causa do erro: uso de informações de inteligência desatualizadas.
3. As evasivas e declarações iniciais do presidente Donald Trump sobre o caso.
EUA são culpados por ataque à escola no Irã, aponta investigação preliminar
Apuração do Pentágono acusa uso de dados desatualizados em mais de uma década durante ofensiva que vitimou mais de 175 pessoas, a maioria crianças
Uma investigação militar preliminar dos Estados Unidos concluiu que um míssil norte-americano foi responsável pelo bombardeio que atingiu uma escola feminina no Irã, matando ao menos 175 pessoas, a maioria das vítimas eram crianças.
Segundo as investigações, a ausência de verificação de dados, que estariam desatualizados, resultou no lançamento de um míssil de cruzeiro Tomahawk contra a escola Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, em 28 de fevereiro, o primeiro da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A investigação, conduzida pelo Pentágono, envolve diversas agências de inteligência, incluindo a Agência de Inteligência de Defesa (DIA), a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA) e o próprio Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares no Oriente Médio.
Autoridades norte-americanas ouvidas sob condição de anonimato afirmaram ao The New York Times que oficiais do Comando Central dos EUA (CENTCOM) definiram as coordenadas do alvo para o ataque usando dados desatualizados fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa (DIA).
Na base da agência, constava a informação de que no local, que abriga a escola feminina, estava uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica, localizada na proximidade da instituição escolar. Imagens de satélite mostram que o prédio havia sido convertido em escola décadas antes. Entre 2013 e 2016, o local foi isolado da base militar e se transformou em área recreativa e escolar.
Os oficiais ouvidos pelo jornal informam que as descobertas são preliminares e que há questões importantes sem resposta sobre os motivos da não verificação dessas informações.
Evasivas de Trump
Inicialmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou se esquivar da responsabilidade pelas mortes. A bordo do Air Force One, ele afirmou, sem apresentar provas, que o ataque poderia ter sido realizado pelo próprio Irã. “Na minha opinião, pelo que vi, isso foi feito pelo Irã”, declarou.
Na sequência, ao ser questionado sobre a investigação, ele disse que “não sabia o suficiente sobre o caso”, mas que aceitaria os resultados finais do inquérito.