Resumo objetivo:
A guerra iniciada por Israel e EUA contra o Irã resultou em pelo menos 15 ataques a navios comerciais na região do Golfo Pérsico e Estreito de Hormuz, principal rota de escoamento de petróleo global. O Irã, sob nova liderança, adotou tom desafiador e busca criar caos no setor petrolífero para pressionar economicamente os adversários, elevando os preços do barril. A disrupção do tráfego marítimo já impactou o mercado, com o Brent superando US$ 100, enquanto o Irã ameaça levar o valor a US$ 200.
Principais tópicos abordados:
1. Ataques marítimos a navios comerciais no Golfo Pérsico e Estreito de Hormuz.
2. Estratégia do Irã de desestabilizar o mercado de petróleo para gerar pressão econômica.
3. Impacto no preço do petróleo e na segurança das rotas globais de energia.
4. Transição de liderança no Irã e postura beligerante.
A guerra no Irã, iniciada por Israel e os Estados Unidos no dia 28 de fevereiro, já resultou em ao menos 15 ataques contra navios comerciais na região dos golfos Pérsico e de Omã e no estreito de Hormuz, um dos mais importantes canais de escoamento de petróleo do mundo.
Os dados são do UKMTO, o centro de comando marÃtimo do Reino Unido. Além dos ataques reportados entre 1º de março e esta quinta-feira (12), há relatos de ao menos quatro "atividades suspeitas" sendo investigadas.
Os navios atingidos incluem petroleiros, navios que carregam contêineres e mercadorias, conhecidos como graneleiros, além de navios-tanque e um rebocador.
As embarcações navegavam com bandeiras de vários paÃses, incluindo as do Japão, das Ilhas Marshall, das Bahamas e da Libéria. Um navio-tanque com bandeira dos Estados Unidos foi atingido no inÃcio do conflito, enquanto estava atracado ao porto de Manama, capital do Bahrein.
O número total deve ser maior, já que há casos que foram anunciados por Estados, mas não estão contabilizados pelo UKMTO.
O Irã vem apliuando ampliou ações visando criar o caos no setor de petróleo. Sem condições de triunfar militarmente, Teerã aposta em resistir e gerar pressão econômica sobre Trump.
Em seu primeiro discurso, o novo lÃder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, adotou um tom desafiador após assumir o lugar do pai, Ali, morto no primeiro dia da guerra. Mojtaba, 56, disse que suas forças continuarão fechando na prática o estreito de Hormuz.
A disrupção do tráfego marÃtimo na rota de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito é o efeito colateral mais agudo da guerra. O Irã conta com esse efeito sobre o mercado, ainda que ele mesmo seja prejudicado pois perde seu único grande cliente no ambiente de sanções, a China, que compra quase todo seu óleo.
Nesta quinta, o barril referencial Brent chegou a ultrapassar os US$ 100, algo que só havia ocorrido no começo da semana. Na véspera, o Irã disse que o mundo devia se preparar para um barril de US$ 200, e parece disposto a cumprir a ameaça.