A Autoridade Portuária de Santos (APS) registrou um lucro recorrente de R$ 938,9 milhões em 2025, um crescimento de 22,3% em relação ao ano anterior, com um EBITDA de R$ 1 bilhão. A empresa, vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, participará de obras de infraestrutura em 2026, incluindo o Túnel Santos-Guarujá. Este projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil, que venceu o leilão ao oferecer um desconto e forma um consórcio com a chinesa CCCC.
Principais tópicos abordados:
1. Resultados financeiros positivos da APS em 2025.
2. Projetos de infraestrutura planejados, com destaque para o Túnel Santos-Guarujá.
3. Concorrência e contratação da empresa Mota-Engil para a obra do túnel.
A estatal APS (Autoridade Portuária de Santos) encerrou o ano com lucro recorrente de R$ 938,9 milhões em 2025, cifra que representa um crescimento de 22,3% em relação ao ano anterior. O indicador exclui efeitos financeiros extraordinários ou pontuais. As operações do complexo portuário acumulam alta de 74,6% desde 2023.
O EBITDA registrado no ano passado foi de R$ 1 bilhão, com uma margem de 59,1%, enquanto a margem lÃquida recorrente alcançou R$ 54,5%. O lucro lÃquido terminou o ano em R$ 724,6 milhões.
A companhia vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos participa de obras de infraestrutura em 2026, como a construção do Túnel Santos-Guarujá âprincipal obra do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo Lulaâ, obras nas avenidas perimetrais e outras.
As obras do túnel serão tocadas pela portuguesa Mota-Engil, vencedora do leilão realizado em setembro de 2025. No Brasil, a empresa lidera o consórcio que ganhou um contrato de manutenção das plataformas da Petrobras na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, avaliado em cerca de US$ 164 milhões.
A companhia também tem outros projetos na América Latina. Faz parte, por exemplo, do grupo de empresas responsáveis pela construção das linhas 4, 5 e 6 do metrô de Monterrey, no México.
Com participação da CCCC, gigante chinesa de infraestrutura, a Mota-Engil propôs receber R$ 436,10 milhões anuais de contraprestação pública anual, um desconto de 0,5% sobre o valor de R$ 438,30 milhões proposto no edital. Ela superou a espanhola Acciona, que não ofereceu qualquer desconto.