Resumo objetivo: O artigo argumenta que o fechamento comercial do Brasil protege empresas ineficientes, encarece insumos importados e reduz a pressão para inovar, prejudicando a produtividade. Ele cita estudos empíricos que associam a liberalização comercial ao crescimento da produtividade e à realocação de recursos para empresas mais eficientes. Conclui que uma economia mais aberta tende a funcionar melhor, permitindo que firmas produtivas cresçam, importem, compitam e difundam tecnologia.
Principais tópicos abordados:
1. A relação entre protecionismo comercial e baixa produtividade.
2. Evidências empíricas dos benefícios da liberalização comercial para a produtividade.
3. A vantagem de uma economia aberta para a competitividade e a difusão tecnológica.
O Brasil não é pouco produtivo por acaso. Quando a economia se fecha demais, o paÃs protege firmas ineficientes, encarece o acesso a máquinas, peças e insumos importados e reduz a pressão competitiva para inovar.
A evidência empÃrica vai nessa direção: para o Brasil, Ferreira e Rossi encontram associação entre liberalização comercial e crescimento de produtividade; para o Chile, Pavcnik mostra ganhos de produtividade e realocação em direção a produtores mais eficientes; e Amiti e Konings mostram que a redução de tarifas sobre insumos intermediários pode elevar produtividade de forma importante.
Isso não significa que abrir comércio seja mágica ou que não existam perdedores no processo. Significa outra coisa: uma economia mais aberta tende a funcionar melhor quando firmas produtivas conseguem crescer, importar melhor, competir mais e difundir tecnologia com menos barreiras.
Referências:
Ferreira, P. C.; Rossi Jr., J. L. New Evidence from Brazil on Trade Liberalization and Productivity Growth. International Economic Review (2003).
Pavcnik, N. Trade Liberalization, Exit, and Productivity Improvements: Evidence from Chilean Plants. Review of Economic Studies (2002).
Amiti, M.; Konings, J. Trade Liberalization, Intermediate Inputs, and Productivity. American Economic Review (2007).