A 15ª edição da Semana de Design de São Paulo (Design Week) mapeia e abre ao público cerca de 150 locais na capital, apresentando uma visão ampla do design que vai desde produtos de luxo até itens autorais e sustentáveis. O festival, que atrai um grande fluxo de visitantes, define design como um processo de solução que integra forma e função, com foco na sustentabilidade e na acessibilidade. Além de exposições e lançamentos em diversas regiões da cidade, o evento inclui uma novidade nesta edição: um braço dedicado à moda circular, com exposição, feira e desfile voltados para o consumo consciente.
Principais tópicos abordados:
1. A abrangência e o conceito amplo de design adotado pelo festival.
2. A estrutura e o mapeamento dos locais participantes por distritos.
3. O impacto turístico e o fluxo de visitantes.
4. Os lançamentos e a programação cultural paralela.
5. A novidade da edição: a incorporação da moda circular com foco em sustentabilidade.
Se você cair de paraquedas hoje em São Paulo e quiser saber tudo o que rola de design na cidade, uma possibilidade é abrir o guia impresso da Semana de Design de São Paulo, festival que chega agora à sua 15ª edição. Está no informativo, dividido por distritos, um mapeamentos de lojas, espaços independentes, galerias, edifÃcios históricos, feiras de criativos e locais descolados da capital que lidam com design de uma forma ou de outra.
A Design Week, ou DW, como também é conhecida, entende design de forma ampla, englobando produtos tão diversos como pias e chuveiros para banheiros de casas de luxo, poltronas de dezenas de milhares de reais, cuias confeccionadas por indÃgenas da Amazônia, velas aromáticas, bijuterias criadas por designers de joia independentes e até biquÃnis com tecidos que absorvem a menstruação.
Para acessar os 150 locais que recebem a plaquinha da DW na porta, é preciso girar pela cidade âa alameda Gabriel Monteiro da Silva e os shoppings D&D e Lar Center concentram o design voltado para a casa, e por isso atraem mais arquitetos, decoradores e seus clientes. Já o Centro, a Barra Funda e a Santa CecÃlia, fáceis de andar a pé, são chamarizes para quem já mora nesses bairros ou está atrás daquela peça autoral assinada por designers independentes.
Diante de um escopo tão amplo que o festival se propõe a destacar, como definir o que é design? "O design tem múltiplas interpretações", diz Lauro Andrade, o idealizador do evento. "Para a gente, design é um processo de entregar soluções para a sociedade, em diversas escalas, integrando forma e função, de forma sustentável. Design para a gente não é adjetivo âaquela cadeira tem design. A visão da Design Week foi de design como processo. Design em tudo, para todos, perto de você."
Andrade destaca também o potencial turÃstico do festival, que segundo ele atrai cerca de 50 mil pessoas de fora da cidade de São Paulo para a capital. Ele estima que, durante o perÃodo da Semana de Design, que começou dia 5 de março e se estende até 22, cerca de 100 mil visitantes vão circular pelos muitos espaços do evento.
De olho neste movimento todo, muitas lojas e estúdios prepararam lançamentos âa Breton, marca de móveis de luxo, traz novas poltronas de Luisa Moysés, Bruno Niz e Victor Vasconcelos, designers em ascensão. O Studio Dieedro, de Jayme Bernardo, referência no design autoral brasileiro, tem bancos, buffets, mesas, luminárias e apoiadores criados para a Semana de Design.
Se a ideia for não incitar o desejo de compra, a Casa Dexco, no Conjunto Nacional, oferece uma programação de palestras, das quais vale destacar a com a arquiteta Maria Flores Loreto, diretora do escritório de Zaha Hadid. Independente deste evento, a Casa Dexco organiza os seus lançamentos ao redor do tema do tempo âo presente, o passado e o futuroâ, e mostra produtos como torneiras para banheiro com revestimento que não desgasta e lixeira com mecanismo para evitar o mau cheiro.
De 19 a 22 de março, o Centro Cultural São Paulo recebe um braço de moda do evento, algo inédito em sua história. A ideia é destacar a moda circular e despertar para o consumo consciente de roupas. Isso vai se materializar com uma exposição de materiais reciclados e recicláveis, uma feira com designers de várias regiões do estado de São Paulo que mostram acessórios, vestuário e calçados com matérias-primas de reaproveitamento e também um desfile de moda.