Resumo objetivo: O artigo aborda questões básicas e persistentes sobre bissexualidade, visando desfazer equívocos comuns. Ele esclarece que a orientação sexual não é uma escolha, doença ou algo errado, sendo determinada por uma combinação de fatores intrínsecos ao indivíduo. O texto também trata de dilemas pessoais, como a decisão de se assumir e o sentimento de culpa, reforçando a importância do autorrespeito e do respeito dos outros.
Principais tópicos abordados:
1. A natureza da orientação sexual (hetero, homo ou bi) como uma característica individual natural.
2. A despatologização da homossexualidade e da bissexualidade.
3. A impossibilidade de mudar a orientação sexual e a autonomia para decidir como vivê-la.
4. A decisão pessoal de "sair do armário".
5. O combate ao sentimento de culpa associado à bissexualidade.
Há temas que ainda são polêmicos na nossa cultura, mesmo nos dias atuais e em um mundo com cada vez mais acesso às informações e aos conteúdos educativos de qualidade. Como as questões em torno da bissexualidade: há quem ainda tenha dúvidas básicas sobre esse assunto.
E você? Tem ainda alguma pergunta sobre esse tema? Ou já sabe tudo sobre o assunto? Vamos esclarecer algumas questões a seguir que valem a pena conferir. Elas foram extraÃdas de palestras e ações que faço pelo Brasil afora e publicadas em um dos meus livros sobre sexualidade.
1. O que leva uma pessoa a ser homo ou bissexual?
Cada um é único: nasceu com um jeito único e teve uma história única de vida.
Tudo isso junto é que determinará, a partir do empurrão hormonal da pré-adolescência, se vai sentir desejo por alguém do sexo oposto (e assim ser heterossexual) ou do mesmo sexo (e ser homossexual), ou ainda por pessoas de ambos os sexos (e ser bissexual).
Vale lembrar: não há nada de errado em nenhum desses jeitos de viver a sexualidade.
2. Homossexualidade não é doença?
De jeito nenhum. Trata-se apenas da maneira como cada um sente atração erótica.
3. Dá para deixar de ser homo ou bissexual?
Não há como mandar no nosso desejo. O que dá para decidir é o que fazer com ele. Por exemplo, há quem opte por não viver a homossexualidade e ter relacionamentos heterossexuais.
Outros já fazem diferente e respeitam o que a sua essência pede. Cada pessoa é que deve saber o que fazer com a própria vida. Isso deve ser respeitado por ela e por todos ao redor.
4. à melhor sair do armário ou ficar nele?
Revelar-se homossexual ou não é uma decisão pessoal. Cada um deve pesar seus prós e contras e decidir o que considera melhor para si mesmo.
5. Eu me sinto culpada por ser bissexual. O que faço?
A primeira coisa é entender que não há razão para culpa. Bissexualidade não é doença nem algo errado. à apenas uma maneira de viver a sexualidade. Procure parar de se culpar tanto. Não faz bem se torturar dessa forma.
Enfim, por hoje é isso. Até a próxima semana.