Resumo objetivo:
O texto é uma nota biográfica e obituário do jornalista Celso Bejarano Junior, que faleceu aos 63 anos em Campo Grande (MS). Ele construiu uma carreira marcada pelo jornalismo investigativo, cobrindo temas sensíveis como conflitos indígenas e a ditadura militar em veículos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Fora da redação, era conhecido por seu estilo de vida boêmio e por seu jeito irreverente, que lhe rendeu o apelido de "Maluco Beleza".
Principais tópicos abordados:
1. Trajetória profissional como repórter investigativo.
2. Características pessoais e estilo de vida boêmio.
3. Circunstâncias de sua morte (problema cardíaco).
4. Legado e homenagens de familiares.
Repórter investigativo por vocação e boêmio por estilo de vida, Celso Bejarano Junior circulava com a mesma naturalidade entre Redações e mesas de bar. Curioso e inquieto, gostava de investigar histórias difÃceis e de prolongar conversas noite adentro com amigos e conhecidos.
Filho de Celso Bejarano, mestre de obras, e de Nelly de Souza Bejarano, dona de casa, Celso nasceu em 2 de maio de 1964 âembora tenha sido registrado com data incorreta de 4 de março de 1963.
Descrito por familiares como alguém além do seu tempo, cultivava uma curiosidade intensa pelo trabalho e pela vida. No jornalismo, construiu uma trajetória marcada pela investigação e pela cobertura de temas sensÃveis.
Ao longo da carreira, atuou em diferentes veÃculos de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Trabalhou por anos no jornal Correio do Estado, foi correspondente da Folha e também passou por um jornal de Cuiabá (MT). Mais recentemente, era repórter do site Midiamax. Também integrou a Comissão de Ãtica do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul.
Em suas reportagens, acompanhou de perto temas delicados do estado, como conflitos envolvendo povos indÃgenas e episódios ligados ao perÃodo da ditadura militar, pesquisando arquivos e trazendo à tona histórias pouco conhecidas.
Fora da Redação, mantinha um estilo de vida marcado pela convivência e pelos encontros. Era torcedor do Palmeiras e frequentador habitual de bares e restaurantes da cidade. Amigos e familiares lembram do apelido que sintetizava bem seu jeito irreverente: "Maluco Beleza".
A relação com os filhos era marcada por encontros espaçados, mas intensos. Mesmo sem convivência fÃsica constante, mantinham contato frequente por mensagens, ligações e reuniões ocasionais.
"Meu pai sempre foi e será meu grande amor, meu Ãdolo na Terra. Eu amava contar para todo mundo que ele era jornalista e, sem falsa modéstia, o melhor", diz a filha Camilla Bejarano. "Ele foi, mas deixou um legado que ninguém poderá apagar, nem mesmo o tempo."
Nos últimos dias de vida, ele procurou atendimento médico após suspeitar de complicações relacionadas ao diabetes. Exames indicaram, no entanto, um grave problema cardÃaco, com 90% de obstrução em uma artéria. Ele foi submetido a uma cirurgia considerada bem-sucedida, mas complicações posteriores levaram ao agravamento do quadro clÃnico.
Celso morreu em 4 de março, aos 63 anos, em Campo Grande (MS). Ele deixa os filhos Rodrigo, 42, Camilla, 41, e José Henrique, 24, e os netos João Guilherme, 17, Lucas, 14, e Lorenzo, 10. Mantinha uma união estável com Elisandra Padilha, relação que, segundo ela, foi marcada por idas e vindas, "mas nunca largaram-se".
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