Resumo objetivo:
O Recife Frevo Festival realiza sua segunda edição com programação gratuita nos dias 12 e 14, no Teatro do Parque e no Paço do Frevo. O evento celebra a tradição e a renovação do gênero, homenageando o maestro Edson Rodrigues e reunindo desde orquestras consagradas até projetos experimentais de nova geração. A programação inclui shows, atividades formativas e uma roda de diálogo, com o objetivo de promover o frevo além do período carnavalesco.
Principais tópicos abordados:
1. Realização do evento: datas, locais, gratuidade e homenagem ao maestro Edson Rodrigues.
2. Conteúdo artístico e inovação: apresentações que dialogam entre a tradição e a renovação do frevo, com destaque para orquestras, projetos experimentais e a presença de novas gerações.
3. Programação pedagógica: etapa no Paço do Frevo com performance e roda de diálogo sobre a presença feminina e a ancestralidade no gênero.
4. Objetivo do festival: ampliar a visibilidade do frevo como linguagem artística para além do Carnaval.
O Recife Frevo Festival realiza sua segunda edição nesta quinta-feira (12) e sábado (14), com programação gratuita no teatro do Parque e no Paço do Frevo. O evento reúne orquestras, intérpretes e projetos que dialogam com a tradição e a renovação do gênero, além de homenagear o maestro Edson Rodrigues, um dos principais nomes do frevo pernambucano. As apresentações artísticas acontecem nesta quinta (12), data em que Recife e Olinda celebram aniversários de 489 e 491 anos, respectivamente.
A partir das 19 horas, o palco do Teatro do Parque recebe shows que destacam diferentes gerações e abordagens do frevo. Os ingressos são gratuitos e poderão ser retirados na bilheteria a partir das 18 horas. A abertura dos portões ocorre às 17 horas, quando o público será recebido com uma seleção musical dedicada ao gênero. Nesta edição, duas orquestras estão em evidência: a do maestro Edson Rodrigues, homenageado do festival em 2026; e a Orquestra de Bolso, que surgiu no Carnaval de Olinda que se consolidou como uma das mais inventivas da nova geração do frevo.
À frente da Orquestra de Bolso, o cantor e saxofonista Ricardo Pessoa convida artistas que representam diferentes momentos da história e da renovação do gênero. Entre eles está Jota Michiles, Patrimônio Vivo de Pernambuco e um dos maiores compositores do frevo-canção, autor de clássicos como Bom Demais e Me Segura Senão Eu Caio. O espetáculo também conta com a participação de Nailson Vieira, trombonista, poeta e compositor ligado às tradições da Mata Norte, que aproxima o frevo de referências do maracatu rural em suas criações.
Com formação compacta, a Orquestra de Bolso executa clássicos e composições autorais de nomes menos conhecidos do frevo-canção e do frevo de rua, além de desenvolver atividades formativas. A nova geração também marca presença com a cantora e compositora Laís Senna, vencedora do Prêmio da Música Pernambucana de 2025. Ela mantém o frevo como elemento constante em sua trajetória artística. Já a cantora Isadora Melo leva ao palco o projeto experimental Um Frevo por Dia, desenvolvido com Rafael Marques e que ganha pela primeira vez formato de espetáculo ao vivo.
O festival também abre espaço para experimentações, como o Duo Frevo, formado por César Michiles e o pianista Romero Medeiros, explorando novas possibilidades sonoras a partir da flauta e do piano. A proposta dialoga com a intenção de apresentar o frevo como música para além do período carnavalesco, mas como linguagem estética em constante transformação. A dança está na programação com a Companhia de Dança da Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges, que performam durante a execução de frevos de rua, enquanto a dançarina e pesquisadora Inaê Silva realiza intervenções artísticas.
O encerramento acontece na área externa do teatro, com o DJ Dolores apresentando o seu projeto Enigma do Frevo. A apresentação mistura aparelhagem, metais e dança, resultado de uma pesquisa que investiga o frevo como linguagem urbana e contemporânea e propõe uma experiência sensorial que aproxima tradição e experimentação. Idealizadora do festival, Michelle de Assumpção afirma que a iniciativa surgiu da percepção de que Recife ainda carece de eventos dedicados ao frevo fora do período carnavalesco.
Paço do Frevo
Além das apresentações, o Recife Frevo Festival também promove uma etapa pedagógica no sábado (14), no Paço do Frevo. A programação começa às 16h30 com a performance Olindina, de Rebeca Gondim, inspirada na pesquisa Relicárias e dedicada a resgatar histórias de mulheres negras perseguidas por dançar frevo nas ruas do Recife no início do século 20. Logo em seguida, às 17h, a roda de diálogo O frevo é delas: tradição, mercado e inovação em movimento reúne as artistas Isadora Melo, Laís Senna e as pesquisadoras Inaê Silva e Anne Costa para discutir a ancestralidade e os desafios de manter o frevo ativo. Para participar é necessária inscrição prévia, realizada através de formulário online.