Resumo objetivo:
As inscrições para a 17ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira foram abertas, com o objetivo de incentivar pesquisas que contribuam para o avanço no diagnóstico e tratamento do câncer no Brasil. O prêmio possui categorias para pesquisas originais, inovações tecnológicas e personalidades de destaque na oncologia, com premiação em dinheiro e certificado. A edição anterior premiou estudos sobre mecanismos genéticos de tumores agressivos e um método para aprimorar o rastreamento do câncer colorretal.
Principais tópicos abordados:
1. Abertura das inscrições e objetivos do prêmio.
2. Categorias de participação (Pesquisa, Inovação Tecnológica e Personalidade de Destaque).
3. Exemplos de vencedores da edição anterior e suas contribuições científicas.
4. Composição da comissão julgadora e detalhes da premiação.
Começam neste domingo (15) as inscrições para a 17ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. A Iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) em parceria com a Folha tem como objetivo reconhecer e incentivar pesquisas que contribuem para o avanço do conhecimento, do diagnóstico e do tratamento do câncer no Brasil.
O prêmio, criado em 2010, homenageia Octavio Frias de Oliveira (1912â2007), publisher da Folha de 1962 a 2007.
Os pesquisadores em oncologia podem se inscrever até 8 de maio pelo site Prêmio Octavio Frias, no qual também estão disponÃveis as informações sobre as regras de participação. As inscrições podem ser feitas em duas categorias: Pesquisa em Oncologia e Inovação Tecnológica em Oncologia.
Para a categoria de pesquisa, podem concorrer trabalhos originais publicados em revistas cientÃficas em 2025 e 2026 cujo autor ou autora principal atue em instituição de pesquisa e/ou de ensino nacional. Em inovação, também são aceitas patentes depositadas no mesmo perÃodo.
A premiação ocorre em agosto, em cerimônia que reúne pesquisadores, profissionais de saúde e representantes de instituições ligadas ao tratamento do câncer. Os vencedores de cada categoria recebem R$ 20 mil e um certificado.
O prêmio contempla ainda a categoria Personalidade de Destaque em Oncologia, destinada a reconhecer profissionais ou lideranças com contribuições relevantes para a área âem ensino, pesquisa, assistência, filantropia ou comunicação.
No ano passado, o tÃtulo ficou com a oncologista Maria Paula Curado, 72, chefe de Epidemiologia e EstatÃstica em Câncer do A.C.Camargo Cancer Center. Referência em epidemiologia do câncer, com mais de três décadas dedicadas à pesquisa e ao ensino, ela liderou estudos sobre desigualdades regionais no diagnóstico e tratamento da doença no Brasil.
Na mesma edição, venceram pesquisas brasileiras sobre tratamento e prevenção do câncer.
Na categoria Pesquisa em Oncologia, o prêmio foi entregue a um estudo que identificou uma falha no processamento genético das células associada a tumores agressivos. A pesquisa, publicada na revista Oncogene, descreve uma variante defeituosa da proteÃna MST2 que favorece a progressão de cânceres de mama, pâncreas e pulmão. O trabalho foi desenvolvido por Alexandre Bruni-Cardoso, professor do Instituto de QuÃmica da USP (Universidade de São Paulo), e pela pós-doutoranda Ana Maria Rodrigues.
Já na categoria Inovação Tecnológica em Oncologia, venceu um estudo que propõe aprimorar o rastreamento do câncer colorretal por meio da detecção da bactéria Fusobacterium nucleatum em amostras de fezes. O objetivo dos pesquisadores José Guilherme Datorre, Cláudio Hashimoto e Lázaro Novaes é ajudar a identificar, com mais precisão, quem deve realizar colonoscopia com maior urgência.
Os vencedores são escolhidos por uma comissão formada por representantes do Icesp, da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital das ClÃnicas, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências, do Conselho Nacional de Desenvolvimento CientÃfico e Tecnológico, da Fosp (Fundação Oncocentro de São Paulo) e da Folha.