O Irã negou veementemente as acusações dos EUA de ter instalado minas no Estreito de Ormuz, classificando-as como falsas. Simultaneamente, autoridades iranianas afirmaram que permitirão a passagem pelo estreito apenas a países que não sejam considerados "agressores", como os EUA e Israel, ameaçando alvejar embarcações ligadas a esses países. Paralelamente, uma agência de notícias iraniana desmentiu a morte da viúva do líder supremo Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, corrigindo informações anteriores.
Principais tópicos abordados:
1. Negação iraniana sobre a instalação de minas no Estreito de Ormuz e a resposta às acusações dos EUA.
2. Ameaça do Irã de restringir a navegação no estreito para países adversários e possíveis alvos militares.
3. Retificação sobre o suposto falecimento da viúva do líder supremo Ali Khamenei.
Irã desmente EUA e nega ter instalado minas no Estreito de Ormuz
Vice-ministro da chancelaria iraniana disse que Teerã permitiu apenas passagem de 'alguns países', excluindo 'agressores' como Washington e Tel Aviv
O Irã negou ter instalado minas no Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, e disse que a nação permitiu que apenas “alguns países” cruzassem a hidrovia, “mas não os agressores”.
A declaração foi feita pelo vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Majid Takht-Ravanchi, à AFP, em entrevista publicada nesta quinta-feira (12/03), dias após os Estados Unidos anunciarem ter atingido supostas embarcações iranianas que colocavam minas no canal de navegação.
Ao ser questionado sobre relatos de que Teerã teria minado a hidrovia e de que Washington teria atacado um total de 28 navios lançadores de minas na região, Takht-Ravanchi foi enfático em sua resposta: “Absolutamente, não. Isso não é verdade”.
“Alguns países já conversaram conosco sobre a possibilidade de atravessar o estreito e nós cooperamos com eles”, disse, acrescentando que “aqueles que participaram da agressão [contra Teerã] não devem se beneficiar da passagem segura pelo Estreito de Ormuz”.
Nesta mesma quinta-feira, um porta-voz da sede central Khatam al-Anbiya do Irã reforçou que a nação não permitirá que qualquer petróleo que beneficie os Estados Unidos e seus aliados passe pelo Estreito de Ormuz enquanto persistirem nos ataques.
“Qualquer embarcação cuja propriedade ou carga de petróleo pertença aos Estados Unidos, ao regime sionista ou a seus parceiros hostis é considerada um alvo legítimo para as forças armadas do Irã”, disse.
Viúva de Ali Khamenei pode estar viva
Enquanto isso, a agência iraniana Farsna publicou nesta quinta-feira que a viúva do líder supremo Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, não morreu, o que contraria as informações divulgadas anteriormente pela imprensa após o ataque de 28 de fevereiro.
“Informamos que a esposa do líder da Revolução, falecido em serviço, está viva e que a notícia inicial divulgada sobre seu martírio era incorreta”, disse o veículo.
A suposta morte de Bagherzadeh havia sido noticiada em 2 de março, dois dias após a ofensiva que culminou na morte de Ali Khamenei. Na ocasião, relatos divulgados apontavam que a mulher teria morrido após não resistir aos ferimentos em ataques inimigos. A agência, no entanto, não divulgou, de imediato, os detalhes sobre o estado de saúde atual de Bagherzadeh
Não se trata da primeira vez em que um membro da família de Khamenei é revelado como vivo. Anteriormente, a mídia local também apontou o atual líder supremo, Motjaba Khamenei, filho de Ali, como morto.
(*) Com Ansa