A coordenação da campanha à reeleição de Lula será composta majoritariamente por nomes de sua confiança e da ala CNB do PT, muitos deles afastados do cotidiano partidário. Entre os principais responsáveis estão Edinho Silva (coordenação-geral), Paulo Okamotto (redes sociais), Aloizio Mercadante (economia) e outros para áreas como finanças, agenda e programa de governo. A escolha gerou estranheza interna por concentrar-se em uma única tendência do partido e por priorizar figuras da "velha guarda" em detrimento da proporcionalidade das correntes internas.
Principais tópicos abordados:
1. Composição e nomes-chave da coordenação da campanha.
2. Crítica interna à escolha por concentrar poder em uma única ala (CNB) e em pessoas afastadas do dia a dia partidário.
A campanha à reeleição de Lula terá em sua coordenação nomes de estrita confiança do presidente e alguns expoentes da velha guarda do PT, sem atuação direta atualmente nas instâncias da legenda.
A exceção é o coordenador-geral, Edinho Silva, que preside nacionalmente o PT. Paulo Okamotto, que até recentemente presidia a Fundação Perseu Abramo, será responsável por comitês populares e redes sociais.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, focará na economia, enquanto José Filippi Jr., ex-prefeito de Diadema, cuidará da parte financeira.
Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete nos dois primeiros mandatos de Lula, será responsável pela agenda da campanha. Já Monica Valente, secretária-executiva do Foro de São Paulo, ficará com a mobilização nos estados e José Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, se dedicará ao programa de governo.
Além deles, está definido que o marqueteiro será Raul Rabelo, O grupo pode ainda ser ampliado. Um nome provável de se juntar à coordenação é o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria Geral.
Embora todos sejam nomes respeitados internamente, o anúncio gerou certa estranheza em alguns dirigentes partidários justamente pelo fato de a maioria estar afastada do dia a dia da legenda.
Também não houve respeito à proporcionalidade interna das tendências da legenda. Todos os nomes pertencem à CNB (Construindo um Novo Brasil), ala que controla o partido.