O Café Fellini, eleito o melhor café/bomboniere de cinema, oferece um cardápio diversificado que vai além da pipoca tradicional. No entanto, o seu anexo na rua Augusta enfrenta a ameaça de demolição por uma incorporadora, apesar de o local ter sido classificado como Área de Proteção Cultural. A mobilização "Resistimos" no local busca preservar o espaço através de um abaixo-assinado.
Principais tópicos abordados:
1. A qualidade e o cardápio diverso do Café Fellini.
2. A ameaça de demolição do anexo do café por um projeto comercial.
3. A proteção cultural do local e a campanha de resistência para preservá-lo.
São Paulo à possÃvel desfrutar das delÃcias do Café Fellini dos dois lados do Espaço Petrobras de Cinema âmas a charmosa área que compõe o anexo (no lado par da rua Augusta) continua fazendo muito cinéfilo no saguão principal atravessar a via para aproveitar as mesinhas ou o pequeno quintal arborizado.
O Fellini foi mais uma vez escolhido pelo júri do especial como o melhor café/bombonnière de cinema, com seu cardápio que vai muito além da pipoca.
Entre as diversas sugestões, se encontram no menu empanada argentina, quiche, soda italiana, chá ou uma dose de vinho do Porto. Tem até sopa nas noites mais frias âtalvez nas quentes também. E uma fatia de bolo bem-casado (por R$ 19) pode provar que a vida é doce.
Mas como no clássico "A Doce Vida", cujo cartaz decora o espaço, a felicidade pode ser apenas superficial. A entrada do café continua com o banner com a inscrição "Resistimos", chamando para um abaixo-assinado que já reúne milhares de assinaturas.
A tal resistência é contra a ameaça de demolição do anexo, localizado em um imóvel adquirido pela incorporadora Via 11, que por sua vez quer transformar o espaço em um prédio comercial.
Desde abril do ano passado, o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) aprovou o enquadramento do Espaço Petrobras de Cinema (e de seu anexo) como Ãrea de Proteção Cultural (APC). O tal enquadramento não proÃbe a demolição âdetermina, porém, que o uso do cinema e do café sejam preservados. Quase uma trama felliniana.