Resumo objetivo:
A sala 1 do Cine Marquise, em São Paulo, foi eleita a de melhor som na cidade e é uma referência nacional, especialmente por seu sistema Dolby Atmos. O diretor do cinema destacou a experiência sonora de filmes como "Sirât" e "F1", que aproveitam plenamente a tecnologia, e mencionou que o espaço também tem sido usado para lançamentos de álbuns musicais. A reportagem ainda cita outras salas da capital que contam com o sistema Dolby Atmos.
Principais tópicos abordados:
1. A excelência técnica da sala 1 do Cine Marquise e seu sistema de som Dolby Atmos.
2. A análise da experiência sonora de filmes indicados ao Oscar, com exemplos específicos.
3. A diversificação do uso da sala para eventos musicais.
4. A menção a outras salas de cinema em São Paulo que também possuem a tecnologia Dolby Atmos.
São Paulo "Uma Batalha Após a Outra", "F1", "Frankenstein", "Pecadores" e "Sirât". Qualquer que seja o vencedor do Oscar de melhor som, uma coisa é certa: o público paulistano teve a chance de vê-lo na sala 1 do Cine Marquise, equipada com o sistema Dolby Atmos e mais uma vez escolhida como a de melhor som no especial O Melhor de São Paulo - Salas de Cinema, do Guia.
Apesar de elogiar os cinco, Marcelo J.L. Lima, diretor do espaço localizado no Conjunto Nacional, no coração da av. Paulista, exalta as qualidades do espanhol "Sirât" âtambém indicado ao Oscar de filme internacional.
"Primeiro por ser um filme não americano indicado a melhor som, eles utilizam o grave de uma forma espetacular. Foi uma experiência única, quem teve a oportunidade de assistir em Atmos sabe muito bem disso, a sensação sensorial, trabalhar com aqueles graves, com música eletrônica, foi um espetáculo."
Outro destaque foi "F1", que "teve uma pegada muito parecida com âTop Gun: Maverickâ, fazia você se sentir como se estivesse dentro do cockpit, sentir todos os sons de uma forma mais atmosférica", pontua.
Ao contrário do vencedor do Oscar de filme internacional "Ainda Estou Aqui", exibido em Atmos, "O Agente Secreto" não foi mixado nessa versão, embora tenha sido exibido na sala 1. "Ele entrou com uma versão 7.1, foi ok, mas não se compara a qualquer filme mixado em Atmos", avalia o diretor do Marquise.
Com o Dolby Atmos, são 46 caixas de som que envolvem todo o ambiente (laterais, teto, fundo e atrás da tela), incluindo 4 subwoofers âcontra 7 caixas e um subwoofer no convencional sistema 7.1 da Dolby. "Nossas manutenções preventivas vão muito além do padrão exigido pelos fabricantes. Testamos todo mês a equalização das salas para ver se está tudo ok", afirma Lima.
O executivo conta que a sala 1 é hoje referência nacional devido à reconhecida qualidade do som, lembrando que o espaço ganhou utilidades para além da exibição de longas-metragens. "Temos fechado diversas parcerias com gravadoras de álbuns e temos realizado muitas audições. Tivemos recentemente o lançamento do novo álbum dos Gilsons, e também da Liniker", revela.
São Paulo conta com outras salas com o sistema Dolby Atmos (cada um adequado ao tamanho do espaço de projeção): nas salas Xplus da rede UCI (Jardim Sul e Santana), na Cinépic, do Cinesystem Morumbi Town, na sala 1 do Cine A Continental e no Cine Araújo Campo Limpo.
Na próxima quinta (19), a sala Dolby Atmos integra o circuito que recebe a estreia da superprodução "Devoradores de Estrelas", ficção com Ryan Gosling e Sandra Hüller, que deve fazer barulho, literalmente.