O Cinépolis JK Iguatemi foi eleito o melhor complexo de cinema de São Paulo, conquistando seis prêmios, incluindo melhor projeção (IMAX com Laser) e melhor sala VIP. Localizado em um shopping de luxo, o cinema tem ingressos com os valores mais altos da cidade, mas oferece descontos por parcerias. Apesar da crise do setor, o complexo teve queda menor na audiência e planeja upgrades tecnológicos, além da expansão da rede na cidade.
São Paulo O Cinépolis JK Iguatemi foi escolhido mais uma vez como o melhor complexo de cinema da cidade de São Paulo, de acordo com eleição feita por um júri formado pelo especial O Melhor de São Paulo - Cinema.
Com oito salas, é possÃvel afirmar que o cinema não tem nenhum espaço convencional: sete delas são VIP; a oitava (na verdade, a sala 1) é a Imax with Laser.
"O JK Iguatemi é a cereja do bolo em São Paulo. Talvez o Pátio Batel, em Curitiba, seja equivalente em alguns pontos. Mas só o JK tem a sala Imax, por exemplo", afirma orgulhoso o CEO da rede Cinépolis, Pablo Billard, em sua espécie de discurso de agradecimento âjá que estamos à s vésperas da entrega do Oscar.
De fato, chegando à 18ª eleição das melhores salas, nenhuma vez um cinema foi tão vitorioso.
Além de melhor complexo, o cinema da rede de origem mexicana foi escolhido como o melhor cinema de shopping na cidade, o de melhor projeção (Imax with Laser), a melhor sala VIP, o melhor cinema da região sul e o mais confortável, totalizando seis prêmios âse fosse um filme oscarizável, teria mais tÃtulos do que "Anora" no ano passado (cinco), e menos do que "Oppenheimer" em 2024 (sete).
Localizado em um dos shoppings mais luxuosos de São Paulo, o cinema de fachada clean e automatizada se harmoniza bem com clientes que consomem em lojas como Balenciaga, Chanel, Gucci, Prada ou Burberry.
São cinéfilos com menos propensão a reclamar do valor do ingresso, o mais alto da cidade. Nas salas VIP, a entrada custa R$ 108, de quinta a domingo. Ainda tem a poltrona VIP Lounge (praticamente um sofá), por R$ 198 âmas cabem duas pessoas, ufa. Para efeito de comparação, a entrada nas salas VIP do Cinemark Cidade Jardim (o mais caro da rede), custa R$ 94. A sala Imax with Laser é um pouco mais em conta, R$ 72.
Em defesa do cinema, o executivo lembra que a Cinépolis começou uma parceria com a Claro, que dá 50% de desconto na entrada. "Hoje já representa quase 10% dos ingressos vendidos", conta. Somada a uma promoção com um banco e às meias-entradas habituais protegidas por lei, Billard afirma que são poucas as pessoas que pagam a inteira.
Além disso, o investimento no complexo é muito maior do que em outras salas da rede. Em São Paulo, a Cinépolis administra outros três complexos: nos populares Mais Shopping e Metrô Itaquera (ambos com programação 100% dublada) e no shopping Jardim Pamplona (cinema VIP).
Se o ano de 2025 nas salas de cinema foi, de modo geral, ruim, o Cinépolis JK Iguatemi sentiu menos essa crise. "O público de cinema reduziu, mas a gente ganhou mercado", diz Billard. "Enquanto o mercado total caiu cerca de 10%, a gente caiu 7%", aponta.
Para 2026, o executivo acredita no potencial de alguns peso-pesados entre os futuros lançamentos para alavancar o crescimento do cinema, e cita "Toy Story 5" e "Homem-Aranha: Um Novo Dia" como principais chamarizes.
Sem querer revelar muitas novidades, Billard afirma que alguns tópicos ainda podem ganhar upgrade no JK. "Tem várias coisas novas em tecnologia que estamos pensando e talvez consigamos implementar neste ano, e não só para o JK Iguatemi."
Uma das possibilidades seria a volta de uma sala com poltronas que se movimentam. "Mas não aquela tecnologia da 4DX, que já tivemos aqui e envolve uma manutenção muito difÃcil."
Por fim, o executivo está ansioso pela abertura de pelo menos mais dois complexos da Cinépolis em São Paulo em breve: no Andorinha Hiper Center, na região norte, que deve seguir a linha popular; e no complexo Urman São Paulo, no lado leste da cidade, previsto para inaugurar apenas em 2027.