Resumo objetivo:
O Irã posicionou minas navais no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo e gás do mundo, como parte de sua estratégia para bloquear a passagem. Essa ação paralisou o tráfego marítimo e elevou os preços do petróleo, pressionando os EUA a considerar operações de escolta naval para garantir a segurança.
Principais tópicos abordados:
1. A estratégia militar do Irã para fechar o Estreito de Hormuz usando minas navais.
2. O impacto econômico imediato no tráfego marítimo e no preço do petróleo.
3. As capacidades e os métodos iranianos para implantar essas minas.
4. A pressão sobre os EUA para uma resposta militar, como a organização de escoltas navais.
O uso de minas navais faz parte da estratégia do Irã para bloquear o estreito de Hormuz, um dos mais importantes canais de escoamento de petróleo do mundo. Essas armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.
Funcionários do governo dos Estados Unidos disseram à agência Reuters na quarta-feira (11) que a República Islâmica havia colocado cerca de 12 artefatos do tipo na passagem, que transporta 20% das exportações mundiais de gás natural e de petróleo.
A ameaça praticamente paralisou o tráfego marÃtimo na rota do Golfo Pérsico ânesta quinta (12), o barril referencial Brent chegou a ultrapassar os US$ 100, algo que só havia ocorrido no começo da semana.
A teocracia se preparou ao longo dos anos para conseguir efetivar o fechamento do estreito, equipando barcos de patrulha com mÃsseis antinavio e desenvolvendo um arcabouço de minas navais para serem colocadas na região.
De acordo com análises do Strauss Center, da Universidade do Texas, o paÃs possui um arsenal de cerca de 2.000 minas navais projetadas para fluturar ou serem ancoradas. Elas têm origem soviética, ocidental e de fabricação própria, e são acionadas por contato ou quando detectam a passagem de algum navio ou submarino. Os modelos mais modernos podem ser acionados devido à s alterações no campo magnético, na pressão da água ou ao ruÃdo dos motores.
Segundo reportagem do Wall Street Journal, Teerã instala minas principalmente usando mergulhadores de combate em pequenos barcos que se parecem com embarcações de pesca comuns, que são difÃceis de identificar e eliminar.
O paÃs persa também possui um arsenal de minas do tipo lapa que mergulhadores podem prender diretamente aos cascos de navios.
O dossiê do Strauss Center afirma que uma mina sozinha dificilmente seria capaz, por si só, de naufragar ou destruir por completo uma embarcação de grande porte, mas pode causar danos significativos.
Enquanto milhares de navios permanecem parados aguardando passagem segura pelo estreito, cresce a pressão sobre os Estados Unidos para organizar escoltas com navios da Marinha. O presidente Donald Trump disse que essa possibilidade está sendo considerada, embora ainda não tenha confirmado nenhuma ação do tipo.
Se isso vier a acontecer, a missão terá que reunir embarcações especializadas para detectar os artefatos explosivos. O risco de minas no Golfo Pérsico não é algo inédito da atual guerra. Na década de 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, explosivos foram utilizados e atingiram navios americanos na região.