Resumo objetivo:
O senador Rodrigo Pacheco, convencido pelo presidente Lula a concorrer ao governo de Minas Gerais, aguarda a definição de seu novo partido, pois sua legenda atual já tem outro candidato. Aliados demonstram preocupação com a demora, já que o prazo para mudança partidária se encerra em pouco mais de 20 dias, e criticam a falta de resolução do impasse, atribuindo-a às crises recentes do governo federal.
Principais tópicos abordados:
1. A indefinição partidária de Rodrigo Pacheco para a disputa do governo de Minas Gerais.
2. A pressão do prazo da janela partidária e a insatisfação dos aliados com a demora.
3. As negociações políticas, incluindo a possível filiação ao União Brasil, condicionada à neutralidade do partido na eleição presidencial.
4. A atuação do presidente Lula nas articulações e a expectativa de seu envolvimento para destravar a situação.
Depois de ser convencido pelo presidente Lula (PT) a disputar a eleição para o governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) está em compasso de espera pela definição do seu futuro partido. A atual legenda abriga o vice-governador Mateus Simões, que disputará o governo.
Aliados estão aflitos com a demora, já que a janela partidária termina em pouco mais de 20 dias.
Pacheco e Lula têm conversado com uma certa frequência. Num encontro reservado, há poucos dias, os dois trataram do assunto.
Aliados dizem que o governo não tem tido trégua e enfrenta crises nos últimos meses, o que dificulta a definição do palanque. Enquanto isso, reclamam que o bolsonarismo surfa sozinho no estado.
Um deles disse, sob reserva, que o presidente poderia estar mais dedicado ao tema, dada a importância do estado na eleição presidencial.
Há um mês, Lula convenceu o senador a entrar na disputa e garantiu que se dedicaria pessoalmente a resolver o imbróglio. De lá pra cá, no entanto, nada mudou.
Pacheco pode se filiar ao União Brasil ou ao MDB. Interlocutores do senador dizem que o União Brasil, hoje, é a legenda mais viável. Mas, pra isso, ele precisa ter a garantia de que o partido ficará neutro na eleição presidencial.
A definição passa pela cúpula da legenda, mas pode destravar após uma conversa de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).