Os Estados Unidos incluíram o Brasil em uma lista de 60 investigados por suspeitas de uso de trabalho forçado em suas cadeias produtivas. Caso confirmadas as irregularidades, o país poderá aplicar taxas de importação e outras medidas comerciais contra os produtos envolvidos. A investigação, anunciada como uma alternativa após o bloqueio judicial de uma política tarifária anterior, visa combater a concorrência desleal e abrange tanto aliados estratégicos quanto outros parceiros comerciais.
EUA incluem Brasil em lista de 60 investigados por trabalho forçado
Caso confirme irregularidades, Washington poderá aplicar taxas e outras medidas comerciais; iniciativa ocorre após bloqueio de política tarifária pela Suprema Corte
O governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de investigação comercial envolvendo 59 países e União Europeia por suspeitas relacionadas ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas. O Brasil consta na lista de investigados.
A medida foi divulgada nesta quinta-feira (12/03) pela Representação de Comércio dos EUA (USTR) e visa verificar práticas que poderiam configurar concorrência desleal no comércio internacional, surgindo como uma alternativa de aplicação de tarifas para o governo Trump, após a Suprema Corte bloquear sua política tarifária contra diversos parceiros comerciais.
A investigação irá examinar possíveis irregularidades trabalhistas e identificar se produtos provenientes desses países estão sendo fabricados com uso de trabalho forçado, prática considerada ilegal pelas normas comerciais dos Estados Unidos. Caso sejam confirmadas irregularidades, o processo pode resultar em restrições à importação de determinados produtos ou em outras medidas comerciais.
Além do Brasil, a lista divulgada pela Casa Branca contempla diversos aliados estratégicos dos EUA, como Israel, Arábia Saudita, Argentina, El Salvador e a própria União Europeia. A verificação das cadeias globais de produção, independe, do alinhamento diplomático com os países envolvidos a Washington.
Autoridades afirmam que o objetivo é garantir que produtos importados não sejam resultado de práticas trabalhistas abusivas e que empresas que respeitam normas internacionais não sejam prejudicadas por concorrentes que operem com custos artificialmente reduzidos. O procedimento também pode envolver consultas com governos estrangeiros e análise de relatórios internacionais sobre condições de trabalho.
Não foram divulgados detalhes sobre quais setores ou produtos brasileiros estariam sob análise.