O Irã anunciou uma nova série de ataques (ondas 41 a 44) como parte de sua "Operação Verdadeira Promessa 4", alegando ter atingido bases militares dos EUA e alvos em Israel com mísseis e drones. As ações foram apresentadas como uma resposta às "agressões imperialistas" e em conexão com as comemorações do Dia de Al-Quds, ligando a ofensiva à causa palestina. Entre os principais alvos citados estão a Quinta Frota dos EUA no Bahrein, instalações em Tel Aviv e o estreito de Ormuz, que o Irã reafirmou estar fechado.
Principais tópicos abordados:
1. A ofensiva militar iraniana (ondas de ataques com mísseis e drones).
2. Os alvos estratégicos (bases dos EUA e de Israel na região).
3. A justificativa política e religiosa (Dia de Al-Quds e resistência palestina).
4. A afirmação de controle sobre o estreito de Ormuz.
Irã anuncia nova onda de ataques e detalha destruição de bases militares norte-americanas
IRGC lança massiva contraofensiva de mísseis e drones contra infraestruturas estratégicas dos EUA e de Israel; ações ocorrem às vésperas do Dia de Al-Quds que marca resistência palestina
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã anunciou o desenvolvimento das ondas de ataques 41, 42, 43 e 44 da Operação Verdadeira Promessa 4, uma ofensiva em grande escala que colocou posições militares dos EUA e de Israel sob fogo estratégico em toda a região da Ásia Ocidental.
Segundo declarações oficiais, as ações militares são realizadas no âmbito da comemoração do Dia Internacional de Al-Quds, evento anual pró-Palestina, como resposta às agressões imperialistas, reivindicando a memória dos mártires da resistência.
Ao executar essas fases da operação na véspera dessa data simbólica, o IRGC busca consolidar a mensagem de que a libertação dos territórios ocupados é um objetivo estratégico ativo, ligando cada onda de mísseis à resistência histórica dos povos oprimidos que, todos os anos, ao final do mês do Ramadã, reivindicam a soberania de Al-Quds contra o imperialismo.
Onda 44
A fase mais recente, Onda 44, sob o código sagrado “Oh Sadiq Al-Wa’d”, utilizou um arsenal de mísseis de precisão e extra pesados como Khorramshahr, Kheibar Shekan, Fattah, Emad e Qadr, além de drones de ataque. Relatórios do IRGC confirmam a destruição de alvos no norte dos territórios ocupados, incluindo Kiryat Shmona, Hadera e Haifa.
Simultaneamente, ao amanhecer do dia 23 do mês de Ramadã, as forças iranianas alcançaram a Quinta Frota dos EUA e outras instalações militares norte-americanas. Este ataque presta homenagem a figuras icônicas como o General Qassem Soleimani, Abu Mahdi Al-Muhandis, Sayyid Hassan Nasrallah, Yahya Sinwar e Ismail Haniyeh.
Detalhes das ondas 41, 42 e 43
A 43ª onda da operação, executada sob o slogan “Severo em Punição”, tinha como objetivos estratégicos o Quartel-General da Quinta Frota dos EUA em Mina Salman, Bahrein, assim como em enclaves em Tel Aviv e Eilat. O IRGC detalhou o uso de uma combinação letal de drones de ataque e mísseis balísticos pesados, destacando os modelos Khorramshahr com múltiplas ogivas, e os mísseis Emad e Kheibar-Shekan, ambos equipados com ogivas de uma tonelada, conseguindo atingir infraestrutura militar e centros operacionais nas áreas ocupadas pelo regime israelense.
Anteriormente, a onda 42, apelidada de “Labbayk Khamenei”, foi lançada em comemoração aos mártires da Guerra do Ramadã e em homenagem ao líder revolucionário Sayyed Ali Khamenei. Nessa fase, as forças iranianas usaram mísseis de alta tecnologia como o Fattah, juntamente com os sistemas Emad, Qadr e Kheibar Shekan, além de drones de ataque, conseguindo alcançar com precisão o centro de Tel Aviv e várias bases militares americanas distribuídas na região da Ásia Ocidental.
Por sua vez, a onda 41, sob o slogan “Rumo a Al-Quds”, foi detalhada pelo coronel Ebrahim Zolfaghari, que relatou ataques diretos a pontos de concentração de tropas dos EUA na Sheikh Zayed Road e nas bases aéreas de Ahmed Al-Jaber e Al Dhafra. Por meio do uso de mísseis pesados Khorramshahr e projéteis Qadr com ogivas de cluster, o IRGC manteve sob fogo contínuo e eficaz tanto as acomodações dos Fuzileiros quanto as bases móveis localizadas nas fronteiras ocidentais do Irã e pontos de reunião sionistas em Tel Aviv.
Operações navais e o Estreito de Ormuz
A Marinha do IRGC também relatou operações no norte do Golfo, atingindo o navio militar americano Safe Sea. Na base Mina Salman, ataques de drones e mísseis de cruzeiro destruíram sistemas de defesa LIDS, depósitos de combustível e áreas de habitação dos fuzileiros.
Em um movimento estratégico chave, o IRGC reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. O comandante da Marinha Alireza Tangsiri enfatizou que, sob as ordens do comandante-em-chefe Sayyed Mojtaba Khamenei, as forças iranianas estão preparadas para desferir os golpes mais pesados a qualquer agressor.
Com o slogan de que a vitória está ao alcance dos povos oprimidos, o Irã assegura que o dia de Al-Quds marcará um ponto de virada na libertação definitiva da Palestina.
Essa contraofensiva da República Islâmica é apresentada como resposta legítima e soberana à escalada da agressão sistemática perpetrada pelo eixo Washington-Tel Aviv, uma tensão que se intensificou após o ataque criminoso lançado pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro.
Segundo as forças iranianas, a agressão contra posições de resistência forçou Teerã a exercer seu direito internacional à autodefesa, iniciando uma série de operações estratégicas para deter o expansionismo de Israel e a interferência militar do Pentágono. Neste cenário, a Operação Verdadeira Promessa 4 é apontada como ato de dignidade nacional destinado a restaurar a dissuasão contra potências coloniais que ameaçam a estabilidade da Ásia Ocidental.