Resumo objetivo:
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país escoltará embarcações no Estreito de Hormuz se necessário, prometendo intensificar a pressão sobre o Irã. Enquanto isso, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou que manterá o tráfego no estreito praticamente fechado como forma de pressionar os adversários. Os ataques a navios e infraestruturas petrolíferas na região já paralisaram parte do fluxo marítimo, ameaçando o abastecimento global de petróleo.
Principais tópicos abordados:
1. Declarações de EUA e Irã sobre o controle do Estreito de Hormuz.
2. Ataques a embarcações e infraestruturas petrolíferas no Golfo.
3. Impacto do conflito no abastecimento global de petróleo e na economia mundial.
4. Escalada regional da guerra iniciada com bombardeios de EUA e Israel ao Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta sexta-feira (13), que os EUA escoltarão embarcações pelo estreito de Hormuz, se necessário.
Ele, porém, acrescentou que espera que os esforços de guerra liderados pelos EUA sejam bem-sucedidos, prometendo em uma entrevista à Fox News atacar o Irã "com muita força na próxima semana".
Ontem, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse à CNBC que a Marinha dos EUA não poderia escoltar navios pelo estreito no momento, mas era "bastante provável" que isso pudesse acontecer até o final do mês.
Wright também disse ser improvável que os preços globais do petróleo atinjam US$ 200 por barril, mesmo com o Irã continuando a atacar navios.
Os navios-petroleiros continuam evitando a passagem pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.
O novo lÃder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o tráfego em Hormuz deve continuar praticamente fechado. Em seu primeiro pronunciamento após assumir o lugar do pai, Ali Khamenei, ele disse que a medida é uma forma "de manter pressão sobre o inimigo".
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, adquiriu uma dimensão regional e ameaça o abastecimento mundial de petróleo, com o tráfego paralisado no estratégico estreito.
O bloqueio tem implicações significativas para o comércio de petróleo e gás natural. A longo prazo pode afetar em massa o fornecimento de combustÃveis vitais para a economia mundial.
A cada dia do conflito os danos à s infraestruturas petrolÃferas estão cada vez maiores. Ao menos dois navios-petroleiros foram incendiados no mar do Iraque após supostos ataques vindos do Irã na madrugada de quinta-feira (noite de quarta no Brasil).
Segundo autoridades iraquianas, as embarcações foram alvos de navios carregados de explosivos e os ataques causaram a morte de uma pessoa. A Vitol, uma das maiores empresas de energia do mundo, disse que é a proprietária das duas embarcações e que o tripulante que morreu estava no navio Safesea Vishnu.
Horas antes, três outros navios haviam sido atingidos no Golfo: um navio de bandeira tailandesa, um navio porta-contêineres na costa dos Emirados Ãrabes Unidos e uma embarcação no Bahrein. A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a responsabilidade pelo ataque ao navio da Tailândia e alegou que o ataque foi motivado pelo não cumprimento de uma ordem.
O porta-contêineres que pegou fogo pertence à empresa Hapag-Lloyd, uma das maiores de transporte marÃtimo, e teria sido atingido por fragmentos de projéteis. Segundo a empresa, todos os tripulantes a bordo estão seguros.
Houve também ataques a depósitos de combustÃveis relatados por Bahrein e Omã, e a um campo de petróleo em Shaybah, no leste da Arábia Saudita, que foram confirmados pelos paÃses atingidos. Drones causaram danos novamente no aeroporto internacional do Kuwait e explosões foram ouvidas no centro de Dubai, nos Emirados Ãrabes Unidos.
Uma alta autoridade militar iraniana alertou na quarta-feira que o paÃs poderia travar uma guerra prolongada que "destruiria" a economia mundial, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que o Irã estava enfrentando uma derrota iminente.