Resumo dos pontos principais:
A seleção iraniana de futebol respondeu publicamente ao ex-presidente dos EUA Donald Trump, que sugeriu que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo por questões de segurança. A equipe iraniana afirmou que ninguém pode excluí-la do torneio, que é organizado pela FIFA, e rebateu que o único país que poderia ser questionado como anfitrião seria aquele incapaz de garantir a segurança dos participantes.
Principais tópicos abordados:
1. A troca de declarações públicas entre a seleção iraniana e Donald Trump sobre a participação do Irã na Copa do Mundo.
2. A defesa da FIFA como autoridade máxima do evento, em contraposição a opiniões de líderes políticos individuais.
3. A questão da segurança das equipes como critério para a realização do torneio.
4. O contexto geopolítico recente entre EUA e Irã, mencionado como pano de fundo da polêmica.
"Ninguém pode excluir a seleção do Irã da Copa do Mundo", afirmou a equipe em sua conta no Instagram, em resposta ao presidente americano Donald Trump, que considerou que os jogadores iranianos não estariam "seguros" se viajassem aos Estados Unidos.
"A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional e seu órgão dirigente é a Fifa, não um indivÃduo nem um paÃs. A seleção do Irã, com força e uma série de vitórias decisivas, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para esse grande evento", afirmou a equipe iraniana.
"Ninguém pode excluir a seleção do Irã da Copa do Mundo; o único paÃs que poderia ser excluÃdo é aquele que ostenta o tÃtulo de 'anfitrião' e que, no entanto, não tem capacidade para garantir a segurança das equipes que participam deste evento global", acrescentou.
A mensagem foi compartilhada pelo técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, em sua conta no Instagram.
A publicação ocorreu logo após uma mensagem de Donald Trump em sua rede Truth Social, na qual afirmou na quinta-feira (12) que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo (de 11 de junho a 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá) por sua própria "segurança".
"A seleção do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas realmente não acredito que sua presença seja apropriada, por sua própria vida e segurança", escreveu Trump.
Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro uma ampla ofensiva aérea contra o Irã, eliminando nas primeiras horas a cúpula polÃtico-militar da república islâmica ao matar em um ataque seu lÃder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
O Irã enfrentará na primeira fase do Mundial a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, e depois o Egito em Seattle.
A base de treinamento iraniana durante o torneio será Tucson, no Arizona.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou na quarta-feira que Trump lhe havia prometido, durante uma conversa, receber a seleção iraniana.
"O presidente Trump reafirmou que a seleção iraniana estava, naturalmente, convidada a disputar o torneio nos Estados Unidos", escreveu Infantino no Instagram.
A Casa Branca confirmou posteriormente a conversa entre os dois dirigentes.