Resumo objetivo:
O escritor chinês Mo Yan, vencedor do Nobel de Literatura, virá ao Brasil em maio para um fórum na Unesp que comemora os 50 anos da universidade. Ele estará acompanhado por uma delegação de autores chineses, alguns ainda inéditos no país, em um evento que busca promover a ponte entre as literaturas em língua chinesa e portuguesa. Apesar de seu renome internacional, Mo Yan ainda tem uma obra pouco publicada e conhecida no Brasil.
Principais tópicos abordados:
1. A vinda do Nobel chinês Mo Yan ao Brasil para um evento acadêmico-cultural.
2. O contexto das recentes visitas de ganhadores do Nobel ao país.
3. A divulgação limitada da obra de Mo Yan no mercado editorial brasileiro.
4. O objetivo do evento de fomentar o intercâmbio literário sino-lusófono.
O Nobel de Literatura chinês Mo Yan vai desembarcar no Brasil em maio para o evento que comemora 50 anos da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, junto com uma delegação de escritores de seu paÃs.
As últimas apresentações públicas de escritores com Nobel no Brasil foram em 2022, quando a francesa Annie Ernaux veio à Flip meses após ser anunciada como vencedora do mais prestigioso prêmio literário do mundo, e em 2023, quando o nigeriano Wole Soyinka deu palestras em diversas cidades.
Apesar de seu renome internacional como primeiro autor chinês a vencer o Nobel, Mo Yan ainda é pouco conhecido e publicado no Brasil. Seu romance "As Rãs" saiu aqui pela Companhia das Letras poucos anos depois do prêmio. "Mudança", que foi editado na Cosac Naify, hoje está sem editora.
Para o evento da Unesp, que acontece de 13 a 15 de maio no Memorial da América Latina, em São Paulo, o autor vem acompanhado de escritores chineses mais jovens e ainda inéditos por aqui, como Yang Zhihan.
A organização capitaneada pelo editor Jézio Gutierre busca estabelecer uma ponte inédita entre as literaturas escritas em chinês e português.
Com isso em vista, o fórum também vai convidar autores lusófonos de fora do Brasil, como o cabo-verdiano Germano Almeida, que venceu o prêmio Camões, o angolano José Eduardo Agualusa e a guineense Odete Semedo.