A Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel em suas refinarias, valor superior à isenção fiscal de R$ 0,32 concedida pelo governo para amenizar o impacto da guerra no Irã. O anúncio ocorre sob forte pressão de setores como agronegócio e transporte, que já enfrentam custos crescentes e ameaçam com greves. Paralelamente, distribuidoras e importadores alertavam para risco de desabastecimento, devido à defasagem entre o preço interno e as cotações internacionais.
Principais tópicos abordados:
1. Aumento do preço do diesel pela Petrobras.
2. Medidas do governo e contexto internacional (guerra no Irã).
3. Pressão e reações dos setores impactados (agronegócio, transporte rodoviário de cargas e passageiros).
4. Risco de desabastecimento e defasagem de preços em relação ao mercado internacional.
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido em suas refinarias. A alta foi anunciada um dia depois anúncio de pacote do governo federal para enfrentar a escalada das cotações internacionais do petróleo após o inÃcio da guerra no Irã.
O aumento é superior aos R$ 0,32 por litro de isenção de PIS/Cofins anunciados pelo governo. Segundo a Petrobras, o diesel sairá de suas refinarias a partir deste sábado a R$ 3,65 por litro.
Na abertura do mercado desta sexta, o litro do diesel nas refinarias da estatal custava R$ 2,34 abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de CombustÃveis).
As medidas do governo para enfrentar a crise foram anunciadas em meio a pressões do agronegócio e do setor de transporte, que já sentem os efeitos da guerra sobre seus custos âdistriubidoras e importadores privados estão repassando a alta do preço e o diesel já subiu 7% em março.
Em ofÃcio ao governo, a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de VeÃculos Automotores) ameaçou convocar greve dos caminhoneiros. A entidade reclamava de "inércia" e relação à emergência e pedia isenção de impostos e do pagamento de pedágio até o fim da crise.
A Anatrip (Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros) foi à ANTT (Agência Naccional de Transportes Terrestres) pedir reequilÃbrio econômico-financeiro das tarifas para ajustá-las à alta de custos.
Em outra frente, distribuidoras de médio porte e importadores vinham alertando para risco de falta do produto diante da elevada defasagem praticada pela Petrobras. As empresas estavam evitando trazer diesel a preços muito maiores do que os da estatal.