O setor de serviços do Brasil teve um início de 2026 forte, com alta de 0,3% em janeiro ante dezembro e crescimento de 3,3% na comparação anual, igualando o patamar recorde da série histórica iniciada em 2011. Os principais impulsionadores foram as atividades de "outros serviços", "informação e comunicação" e "transportes". O contexto macroeconômico, com um mercado de trabalho aquecido, contrasta com os riscos inflacionários globais devido à guerra no Oriente Médio, que podem influenciar a futura decisão de taxa de juros do Banco Central.
Principais tópicos abordados:
1. Desempenho recorde do volume de serviços em janeiro de 2026.
2. Composição do crescimento por segmentos dentro do setor.
3. Cenário macroeconômico e perspectivas para a política monetária.
A atividade de serviços no Brasil iniciou 2026 com alta de 0,3% no volume em janeiro frente a dezembro, resultado acima do esperado e que iguala o patamar recorde da série histórica iniciada em 2011.
O volume de serviços avançou 3,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica) nesta sexta-feira (13).
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de ganhos de 0,1% na base mensal e de 2,8% na comparação anual.
O setor já havia alcançado o patamar recorde da série histórica em outubro e novembro do ano passado, de acordo com o IBGE.
Dados do PIB (Produto Interno Bruto) mostraram que no ano passado os serviços cresceram 1,8% em meio ao mercado de trabalho forte com aumento da renda, mas desacelerou ante a alta de 3,8% de 2024.
O Banco Central volta a se reunir na próxima semana para definir a taxa básica de juros. Em janeiro, o BC manteve a Selic em 15% e indicou o inÃcio dos cortes em março, mas um novo fator entrou agora na conta com a guerra no Oriente Médio, que alimentou temores de inflação em todo o mundo e afetou a perspectiva para as taxas de juros globais.
Em janeiro, três das cinco atividades pesquisadas tiveram resultados positivos frente a dezembro, na série com ajuste sazonal âoutros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%).
Os serviços prestados à s famÃlias tiveram queda (-1,2%), enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram estabilidade.
"O resultado de janeiro manteve o setor de serviços em seu nÃvel mais elevado e teve como destaque serviços diversificados investigados em setores distintos, como o agenciamento de espaços de publicidade, os serviços de TI, os financeiros auxiliares e atividades de correio", afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.