Resumo objetivo:
A oficina gratuita "Roupa-Protesto" tem como objetivo explorar a moda como linguagem política e ferramenta de expressão individual, incentivando a criação de peças a partir de experiências pessoais por meio da técnica de upcycling. Com 20 vagas, prioriza a participação de pessoas negras e da comunidade LGBTQIAPN+, ocorrendo em março no Recife, e inclui uma palestra sobre gestão de projetos culturais. A atividade é ministrada pelo estilista Thiago Amaral e foi aprovada no edital Funcultura Microprojeto 2023/2024.
Principais tópicos abordados:
1. Conceito da oficina: Moda como comunicação política e expressão de identidade.
2. Logística: Inscrições, datas, local, público-prioritário e acessibilidade.
3. Metodologia: Criação com upcycling e estímulo a uma relação crítica e sustentável com a moda.
4. Contexto: Apoio institucional, profissionalização cultural e referências artísticas que usam o vestuário como crítica social.
A moda como linguagem política e ferramenta de expressão individual é o ponto de partida da oficina gratuita Roupa-Protesto, Com 20 vagas disponíveis, a formação convida artistas, estudantes, designers e pessoas interessadas em refletir sobre a relação entre vestuário, identidade e posicionamento social.
As inscrições estão abertas até o dia 14 de março, realizadas por meio de formulário on-line e o resultado será divulgado no dia 15. A atividade oferece acessibilidade comunicacional em Libras e prioriza a participação de pessoas negras e da comunidade LGBTQIAPN+. As aulas serão realizadas nos dias 16, 17, 18, 23 e 24 de março, das 13h às 17h, na Faculdade Senac, no bairro de Santo Amaro, no Recife.
A proposta da oficina é investigar como a roupa pode se tornar um meio de comunicação política, capaz de traduzir histórias pessoais e coletivas. Durante os encontros, os participantes serão incentivados a criar peças de vestuário a partir de suas próprias experiências de vida, utilizando a técnica do upcycling, que consiste em reaproveitar materiais e roupas já existentes para transformá-los em novas criações. A prática busca estimular uma relação mais crítica e sustentável com a moda, ao mesmo tempo em que amplia seu potencial estético e simbólico.
A atividade é ministrada pelo estilista, costureiro e diretor de arte Thiago Amaral, com assistência de Vicente Queiroz. O processo criativo dialoga com referências da moda e das artes visuais que utilizaram o vestuário como instrumento de crítica e expressão, como Zuzu Angel, Carol Barreto e Nazareth Pacheco.
Segundo Thiago Amaral, a oficina propõe pensar a roupa para além da função utilitária. “A vestimenta pode ser entendida como uma linguagem simbólica e social, capaz de comunicar ideias, identidades e posicionamentos políticos. A proposta é estimular processos criativos em que a roupa se torne um dispositivo de comunicação e manifestação”, afirma.
Além da criação das peças, a programação inclui uma palestra com o artista e produtor cultural Wagner Montenegro sobre elaboração, gestão e produção cultural de projetos. A conversa busca incentivar a profissionalização de artistas iniciantes e ampliar o conhecimento dos participantes sobre os caminhos de desenvolvimento de iniciativas culturais.
A oficina Roupa-Protesto foi aprovada no edital Funcultura Microprojeto 2023/2024 e conta com apoio institucional da Faculdade Senac. O projeto pretende fortalecer a autonomia criativa dos participantes e estimular práticas mais conscientes e experimentais na relação com a moda, compreendendo-a não apenas como consumo, mas como linguagem cultural e instrumento de intervenção social.