Resumo objetivo:
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que iniciará na próxima semana a distribuição das chamadas "canetas emagrecedoras" (como Ozempic) na rede municipal de saúde, cumprindo uma promessa de campanha. Durante o mesmo evento, o presidente Lula alertou que o medicamento não deve ser um prêmio para o "relaxo", defendendo que sua distribuição deve vir acompanhada de orientação médica sobre hábitos saudáveis, como alimentação e exercício físico.
Principais tópicos abordados:
1. A decisão política de introduzir medicamentos para emagrecimento (semaglutida) no sistema público de saúde do Rio.
2. O debate sobre o uso responsável desses medicamentos, com ênfase na necessidade de orientação médica e mudança de hábitos.
3. O contexto mais amplo do mercado e regulação desses fármacos no Brasil, incluindo a aceleração da análise de produtos nacionais pela Anvisa.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta sexta-feira (13) que vai iniciar na próxima semana a distribuição de canetas emagrecedoras na rede de saúde municipal.
Segundo ele, o anúncio ocorrerá na inauguração do Supercentro de Saúde da zona oeste da cidade, marcado para terça-feira (17). A declaração foi dada em evento com o presidente Lula (PT), que classificou o tema como "delicado".
"A gente não pode tirar do médico a obrigação de orientar corretamente as pessoas. Primeiro, qualidade da comida. Nós somos obrigados a orientar as pessoas que elas têm que comer comida saudável. Você não pode dar de presente uma injeção para as pessoas emagrecerem se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas, comer um quilo de torresmo. Se o médico não orientar corretamente, nós vamos ter problema", afirmou o presidente, durante a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do AndaraÃ, na zona norte do Rio de Janeiro.
A introdução do Ozempic na rede pública foi uma promessa de campanha de Paes na disputa pela reeleição, em 2024. O prefeito afirma ter perdido 30 kg com o tratamento por meio da chamada caneta emagrecedora e defende ampliar o acesso ao medicamento.
Aprovado para tratamento de diabetes tipo 2, o medicamento também está sendo usado em todo o mundo como produto para emagrecimento por aumentar a sensação de saciedade. Além do Ozempic, há outras marcas como Wegovy ânomes comerciais para a substância semaglutidaâ e o Mounjaro âtirzepatida.
Os efeitos do medicamento para o público geral têm sido alvo de estudos em diferentes universidades. O governo federal, por sua vez, tenta acelerar a comercialização das canetas nacionais usadas para diabetes e emagrecimento e tomou medidas que alteraram o rumo da disputa pelo domÃnio do mercado desses medicamentos.
Na ação mais recente, o Ministério da Saúde pediu e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou que as canetas poderão furar a fila de análise da agência.
"Terça-feira que vem [dia 17], a gente está esperando o grande anúncio do [ministro da Saúde, Alexandre] Padilha âporque está saindo cara essa conta. Nós introduziremos o Ozempic na rede pública de saúde no Supercentro da zona oeste", disse.
Lula defendeu que as canetas não sejam distribuÃdas a "quem é relaxado". "O remédio não é um prêmio para quem é relaxado. O remédio tem que ser dado para as pessoas que, por necessidade de saúde, não conseguem emagrecer. Mas o médico tem que dar receita ensinando a andar. Por que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que não caminham? Por que não fazem ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco. Andar. O cara vai comprar pão, vai de carro. O cara vai na farmácia, vai de carro."