Resumo objetivo:
Desde o início do conflito no Oriente Médio em fevereiro, o tráfego no estratégico Estreito de Hormuz sofreu uma queda drástica de 93,7%, com apenas 77 navios atravessando a região, a maioria pertencente à chamada "frota fantasma". O bloqueio praticado pelo Irã, em retaliação aos ataques israelenses e americanos, visa pressionar a economia global, tendo resultado em vários ataques a navios comerciais, incluindo petroleiros. A passagem, crucial para 20% do petróleo e gás mundial, está sendo evitada pela maioria das embarcações devido aos riscos.
Principais tópicos abordados:
- Queda abrupta no tráfego marítimo no Estreito de Hormuz.
- Bloqueio e ataques iranianos como retaliação no conflito.
- Impacto na economia global e no transporte de hidrocarbonetos.
- Predominância da "frota fantasma" nos poucos trânsitos realizados.
Menos de 80 navios atravessaram o estreito de Hormuz desde o inÃcio da guerra no Oriente Médio, sobretudo embarcações pertencentes à "frota fantasma", de acordo com levantamento da empresa britânica de dados marÃtimos Lloyd's List Intelligence.
"Registramos 77 trânsitos desde o inÃcio do mês através do estreito", afirmou Bridget Diakun, analista da Lloyd's List Intelligence, nesta sexta-feira (13). O conflito começou em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que revidou os bombardeios e passou a ter outros paÃses do Oriente Médio como alvos.
Entre 1º e 11 de março de 2025, haviam sido registrados 1.229 trânsitos pelo estreito, o que mostra uma redução de 93,7% nesta comparação com o mesmo perÃodo deste ano. Pelo local passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Os navios-petroleiros estão evitando trafegar na região, que fica ao lado do litoral iraniano, desde o começo dos confrontos e o novo lÃder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou na quinta-feira (12) que suas forças continuarão fechando na prática o estreito de Hormuz como uma forma "de manter pressão sobre o inimigo".
Situado entre Irã e Omã, o estreito é estratégico para a exportação de hidrocarbonetos dos paÃses do Golfo.
O Irã bloqueia o estreito de Hormuz em represália aos ataques israelenses-americanos, para torná-lo intransitável, uma estratégia que pretende prejudicar a economia mundial para pressionar os EUA.
Desde 1º de março, 20 navios comerciais, entre eles 9 petroleiros, foram atacados ou relataram incidentes na região, segundo a agência britânica de segurança marÃtima (UKMTO).
A OMI (Organização MarÃtima Internacional) confirmou 16 incidentes, sendo que oito deles envolveram petroleiros.
Segundo a definição da OMI, a frota fantasma designa o conjunto de navios que "realizam atividades ilegais para contornar sanções, evitar o cumprimento de normas de segurança ou ambientais, contornar os custos dos seguros ou realizar outras atividades ilÃcitas".
A empresa de dados marÃtimos especifica que, até o momento, as passagens por Hormuz foram realizadas principalmente por navios afiliados ao Irã (26%), Grécia (13%) e China (12%).