A primeira edição da Feira Vermelha no Distrito Federal ocorre neste fim de semana, organizada por um coletivo de mulheres para fortalecer o campo progressista através da economia solidária. O evento, que surgiu em São Paulo com produtos como panos decorativos políticos, visa mapear e dar visibilidade a produtoras locais de itens autorais. Além da comercialização, a programação inclui debates, ato político com o MST, apresentações musicais e gastronomia.
Principais tópicos abordados:
1. Realização e objetivo do evento.
2. Origem e contexto político da feira.
3. Fomento à produção criativa local.
4. Programação cultural e de convivência.
Neste sábado (14) e domingo (15), o Distrito Federal recebe a primeira edição da Feira Vermelha. O evento, que acontece no Armazém do Campo DF, no Setor Comercial Sul, a partir das 11h, marca a chegada de um movimento que une comercialização de produtos autorais, música e debate político. A iniciativa é fruto de um coletivo de mulheres que busca fortalecer o campo progressista por meio da economia solidária.
“A Feira Vermelha é uma iniciativa de um coletivo de mulheres que se junta e faz parceria com o Armazém do Campo. Ela surge no Galpão do MST em São Paulo, um espaço de luta, de militância e de encontros muito potente”, explicou a professora de artes e idealizadora do projeto, Tatiana Brandão.
A origem da feira está diretamente ligada ao contexto político brasileiro recente. O projeto começou com a criação de estampas para panos decorativos, que serviam como suporte para mensagens de resistência.
“Tudo começou com um pano de prato que viralizou. A ideia surgiu do medo de se estampar uma camiseta para vender, porque o bolsonarismo estava terrível na época. Eu falei: ‘Bom, pelo menos a gente faz uma campanha dessa forma dentro de casa protegida’”, relembrou Tatiana.
Segundo a organizadora, o objetivo era permitir que as pessoas manifestassem suas posições políticas de forma segura. “A pessoa compra o pano de prato, coloca na cozinha, faz uma foto e faz essa campanha política no Instagram. Foi isso e deu muito certo”, analisou. Uma das artes criadas por ela, uma imagem do presidente Lula, chegou a aparecer na transmissão oficial da posse presidencial em 2023.
Fomento às criadoras locais
Ao desembarcar em Brasília, a Feira Vermelha expande sua atuação para mapear e dar visibilidade à produção do DF. Além dos panos decorativos, que hoje somam mais de 40 artes autorais sobre temas como reforma agrária, Palestina livre e democracia, o evento contará com expositoras de ilustrações, bordados, cerâmicas e roupas.
“Quando a gente chega aqui em Brasília, o objetivo é realmente mapear quem são as pessoas que fazem produtos. É bacana mostrar pra cidade o que a cidade produz”, afirmou a idealizadora. O evento também se propõe a ser um ambiente de convivência para o campo progressista. “É sempre um espaço de encontro com pessoas que você vai conhecer e um ponto de encontro entre amigos”, completou Brandão.
Programação cultural e gastronomia
A programação inclui um ato político com parceiros do MST neste sábado (14), às 16h, seguido por apresentações musicais. No domingo (15), o público poderá acompanhar a transmissão do Oscar no telão, torcendo pelos brasileiros Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho.
A gastronomia será garantida pelo Armazém do Campo DF, com opções de feijoada e galinhada caipira com pequi, além de porções de bolinhos e pastéis.
Serviço
1ª Feira Vermelha do Distrito Federal
Data: 14 e 15 (sábado e domingo)
Horário: Das 11h às 23h
Local: Armazém do Campo DF (SCS Quadra 1, Bloco K, Loja 10, Edifício Denasa)
Entrada: Gratuita
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