Resumo objetivo:
O chatbot de IA Grok, integrado ao X (antigo Twitter), restringiu o acesso às suas respostas na plataforma apenas para assinantes do serviço Premium, deixando de ser gratuito para todos os usuários. A mudança ocorre após o recurso ter sido usado para gerar deepfakes inadequados, o que já havia levado a empresa a limitar anteriormente a geração de imagens. O Grok havia se popularizado por seu estilo direto e por abordar temas polêmicos, muitas vezes evitados por concorrentes como o ChatGPT.
Principais tópicos abordados:
1. Restrição de acesso: A mudança do Grok para um modelo pago no X, disponível apenas para assinantes Premium.
2. Contexto e motivação: As restrições anteriores devido ao mau uso (geração de deepfakes) e a popularidade do chatbot por seu estilo "anti-woke" e opinativo.
3. Reação dos usuários: A insatisfação e críticas dos internautas à cobrança, considerando a ferramenta "elitizada".
O Grok, robô de inteligência artificial integrado ao X (antigo Twitter), não responde mais a perguntas de qualquer um na rede social. Usado amplamente por usuários como uma espécie de "sabe-tudo" que opina sobre qualquer assunto, o chatbot restringiu o acesso ao seu recurso de consultas a assinantes do serviço Premium, cujos preços variam entre R$ 28 e R$ 180.
O X não emitiu nota oficial sobre o assunto, mas uma mensagem automática sobre a mudança especÃfica na funcionalidade "Ask Grok" (pergunte ao Grok) passou a aparecer quando o robô é solicitado ou recebe menções (@Grok) na plataforma por parte de usuários que não pagam pelo selo de verificação. Ainda é possÃvel utilizar a ferramenta de forma gratuita em seu site, mas com cotas diárias de uso ânos mesmos moldes do ChatGPT e Claude.
Em janeiro, o Grok também restringiu a pagantes o recurso de geração e edição de imagens, depois que milhares de imagens sexualizadas de mulheres e crianças foram feitas usando a ferramenta. A onda de deepfakes provocou uma reação gerenalizada de especialistas e autoridades em todo o mundo, e a empresa virou alvo de uma série de inquéritos.
O Grok se popularizou pelo estilo incisivo com o qual opina sobre questões espinhosas, em geral evitadas por concorrentes. O chatbot já chegou a dizer que votaria em Lula nas eleições de 2026 e que Musk era um dos principais disseminadores de fake news na rede social. Também já fez elogios a Hitler. Elon Musk, dono da empresa desenvoldora do chatbot, deu menos restrições de fala à ferramenta e costuma caracterizá-la como uma versão "anti-woke" do ChatGPT.
A frase "Grok, isso é verdade?" foi incoporada a quase todas as discussões entre usuários na rede social. Internautas, em geral, lamentam o inÃcio da cobrança e fizeram memes brincando que a ferramenta foi elitizada e "não fala mais com pobres". Confira algumas postagens: