O governo Trump enviou uma força expedicionária de fuzileiros navais para o Oriente Médio, composta por três navios, cerca de 2.500 soldados e caças F-35B, marcando o primeiro deslocamento de tropas terrestres no contexto do conflito. Apesar do poderio, o tamanho da força indica que seu propósito não é uma invasão em larga escala, mas possivelmente operações especiais ou ações pontuais. Analistas especulam que os alvos podem incluir depósitos de urânio no Irã ou instalações petrolíferas na ilha de Kargh, embora esta última opção envolva riscos elevados ao exigir a passagem pelo Estreito de Hormuz.
O governo de Donald Trump ordenou o envio de um grupo expedicionário de fuzileiros navais, composto por três navios, para o Oriente Médio. à o primeiro deslocamento de forças usadas em operações terrestres para a guerra, embora o número de militares envolvidos não sugira algo além de ações pontuais.
A 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais é baseada no Japão e carrega consigo ao menos 2.500 soldados prontos para ação, além dos marinheiros e aviadores nos três navios. Capitaneada pelo USS Tripoli, a flotilha tem também cerca de 20 caças de decolagem vertical de quinta geração F-35B a bordo.
Não é uma força que se considere para uma invasão. Para efeito de comparação, quando atacou o Iraque por ar, mar e terra em 2003, os EUA empregaram nada menos que 20 navios com capacidades de desembarque anfÃbio.
Mas o movimento, que foi relatado por múltiplos meios como a emissora ABC e o Wall Street Journal, pode sinalizar uma fase futura de operações especiais em terra âque pode incluir uma tomada dos depósitos de urânio enriquecido do paÃs persa, hipótese discutida por analistas, ou um ataque contra as instalações petrolÃferas da ilha de Kargh, no golfo Pérsico.
Esta última é uma ação mais complexa, pois obrigaria a flotilha a passar pelo contestado estreito de Hormuz, o que não é viável sem alto risco neste momento.
Desde o começo do cerco militar à teocracia, em janeiro, Trump deixou claro que descartava ações terrestres de grande escala, e montou a maior força aeronaval desde a guerra de 2003.
Quando atacou a Venezuela e capturou o ditador Nicolás Maduro e sua mulher, em 3 de janeiro, o americano fez uso de um grupo de fuzileiros navais que estavam treinando havia meses no Caribe. Eles foram apoiados por forças especiais na operação.
O deslocamento dos navios deve demorar qualquer coisa entre uma e duas semanas até a região dos combates, de todo modo.