A Feira Ecológica do Bom Fim, em Porto Alegre, recebe no sábado (14) o Festival Veraneio Eco Musical, que combina apresentações gratuitas de artistas gaúchos com a venda direta de produtos orgânicos. O evento, inicialmente previsto para 7 de março, foi remarcado devido à previsão de chuva e busca integrar cultura, sustentabilidade e convivência comunitária. A feira, pioneira na comercialização de orgânicos desde os anos 1980, consolida-se como um espaço de encontro entre produtores e consumidores.
Principais tópicos abordados:
1. Realização do Festival Veraneio Eco Musical integrado à feira.
2. Combinação de programação cultural com comercialização de produtos orgânicos.
3. Remarcação da data do evento devido às condições climáticas.
4. Histórico e importância da Feira Ecológica do Bom Fim como espaço de convivência e venda direta.
5. Objetivo de fortalecer os vínculos entre agroecologia, cultura e vida urbana.
6. Apoio institucional e financiamento do festival.
A tradicional Feira Ecológica do Bom Fim, realizada semanalmente na Avenida José Bonifácio, em frente ao Parque Farroupilha, em Porto Alegre, recebe neste sábado (14) o Festival Veraneio Eco Musical. O evento gratuito ocorre das 8h30 às 12h30 e combina apresentações musicais com a já conhecida comercialização de alimentos orgânicos certificados diretamente de produtores rurais.
A iniciativa reúne artistas da cena musical gaúcha e talentos ligados à própria feira, em uma programação pensada para dialogar com o ambiente comunitário que caracteriza o espaço. Entre as atrações confirmadas estão o músico Frank Jorge e a banda instrumental Pata de Elefante, além de outros artistas convidados.
Inicialmente previsto para ocorrer no dia 7 de março, o festival foi transferido para o dia 14 devido à previsão de chuva. A organização manteve o formato original da atividade, que acontece de forma integrada ao funcionamento normal da feira.
Promovido pela Feira Ecológica do Bom Fim, o festival busca fortalecer o vínculo entre produção agroecológica, cultura e convivência urbana. Segundo Henrique Oliveira Strehl, integrante da comissão organizadora, a proposta vai além de uma simples programação cultural.
“Será mais do que um encontro musical, fazendo dessa manhã uma celebração da vida comunitária, da cultura local e do compromisso com a sustentabilidade”, afirmou.
Uma feira que se tornou referência
A Feira Ecológica do Bom Fim é considerada uma das iniciativas pioneiras na comercialização direta de alimentos orgânicos em Porto Alegre. Criada ainda na década de 1980, a feira se consolidou como um espaço de encontro entre produtores da agricultura familiar e consumidores interessados em alimentos livres de agrotóxicos.
Realizada semanalmente aos sábados pela manhã, a feira reúne agricultores de diferentes regiões do Rio Grande do Sul que levam à Capital uma variedade de produtos cultivados em sistemas agroecológicos. Frutas, hortaliças, pães, conservas, mel, grãos e alimentos processados artesanalmente fazem parte da oferta que atrai moradores da cidade e visitantes.
Além da venda direta, a feira tornou-se ao longo do tempo um espaço de convivência social e cultural, frequentado por moradores do bairro Bom Fim e de outras regiões da cidade. A proximidade com o Parque Farroupilha, um dos principais espaços públicos de Porto Alegre, contribui para a circulação de pessoas e para a integração entre diferentes atividades culturais e comunitárias.
Segundo os organizadores do festival, a ideia de incluir apresentações musicais no espaço surgiu justamente da percepção de que muitos artistas também frequentam ou trabalham na feira.
De acordo com Strehl, alguns dos músicos convidados possuem relação direta com o cotidiano da feira, seja como frequentadores, seja como trabalhadores em bancas de produtos.
“Buscamos valorizar artistas já reconhecidos pelo público e também talentos que fazem parte do cotidiano da feira”, afirmou.
Cultura e sustentabilidade no espaço público
A proposta do festival se insere em uma estratégia mais ampla de fortalecimento institucional da Feira Ecológica do Bom Fim. A iniciativa integra o projeto chamado “Fortalecimento Institucional da Feira Ecológica do Bom Fim”, que busca ampliar a visibilidade e as atividades culturais do espaço.
O projeto foi aprovado na chamada pública Teia da Sociobiodiversidade, promovida pelo Fundo Casa Socioambiental, com apoio financeiro do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.
Além disso, a iniciativa conta com apoio institucional e patrocínio da Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural.
Artistas da cena musical gaúcha
A programação musical reúne artistas de diferentes estilos, que se apresentam em pequenos intervalos ao longo da manhã. Entre os nomes confirmados estão o cantor e compositor Frank Jorge, conhecido por sua trajetória na música gaúcha, e a banda instrumental Pata de Elefante, referência no cenário do rock instrumental brasileiro.
As apresentações ocorrem em sequência ao longo do funcionamento da feira, permitindo que o público acompanhe os shows enquanto circula pelas bancas de produtores.
Além desses artistas, também estão previstas apresentações de músicos como Leandro Antunes, Balela Baile, Maurício Colina, Marina Mar e o grupo Tango, Choro y Otras Milongas. A organização destaca que a escolha dos artistas buscou dialogar com o espírito da feira, valorizando músicos que transitam entre diferentes estilos e que têm ligação com a cultura local.
Um espaço de convivência urbana
Ao longo de décadas, a Feira Ecológica do Bom Fim se transformou em um ponto de encontro que reúne agricultura familiar, alimentação saudável, cultura e relações comunitárias.
Strehl, a proposta do evento é contribuir para manter viva essa característica. “Queremos reforçar o papel da Feira Ecológica do Bom Fim como um espaço vivo, plural e inspirador”, declarou.
Com a combinação de música ao vivo, produtos orgânicos e circulação de moradores e visitantes, a expectativa dos organizadores é que a manhã de sábado na Avenida José Bonifácio reúna diferentes públicos em torno de uma experiência que mistura cultura, alimentação e convivência urbana.