Resumo objetivo: A antropóloga Francirosy Campos afirma que a violência de conflitos armados, como os ataques recentes ao Irã e a guerra em Gaza, atinge de forma desproporcional mulheres e crianças, intensificando dramaticamente sua vulnerabilidade. Ela critica a desumanização das vítimas e a falha dos mecanismos internacionais de proteção, que normalizam essas mortes como "danos colaterais". A entrevista também aborda as contradições do feminismo ocidental, que frequentemente reproduz a visão de que mulheres muçulmanas precisam ser "salvas" de sua cultura e religião.
Principais tópicos abordados:
1. Impacto desproporcional da guerra sobre mulheres e crianças, exemplificado por ataques a civis, como a escola infantil em Minab, no Irã.
2. Crítica à seletividade e desumanização na cobertura e reação internacional a conflitos, especialmente em relação ao sofrimento palestino e iraniano.
3. Falha na proteção internacional de civis e a normalização de suas mortes como "danos colaterais".
4. Crítica ao feminismo ocidental liberal e sua visão colonial sobre as mulheres muçulmanas, contrastando com a agência política dessas mulheres.