Resumo objetivo:
O pagamento de supersalários a magistrados estaduais, frequentemente acima do teto constitucional, não se traduz em maior produtividade judicial, conforme dados do CNJ. Tribunais como o de Mato Grosso e Minas Gerais ilustram essa desconexão, com altas remunerações médias, mas desempenho mediano ou baixo no índice de produtividade. Os "penduricalhos" — benefícios indenizatórios — elevam os vencimentos sem estarem vinculados a metas ou resultados efetivos.
Principais tópicos abordados:
1. Descompasso entre salários e produtividade: Supersalários não garantem eficiência no andamento processual.
2. Exemplos concretos: Casos dos TJs de Mato Grosso (salário mais alto, 10ª posição em produtividade) e Minas Gerais (5º salário, 23ª em produtividade).
3. Estrutura remuneratória: "Penduricalhos" (como licenças compensatórias convertidas em dinheiro) elevam vencimentos acima do teto constitucional, sem controle por desempenho.
4. Falta de vinculação a metas: Crítica à ausência de avaliações de desempenho que liguem benefícios a resultados no Judiciário.