Resumo objetivo: Um estudo da USP em ratos demonstrou que o estresse na adolescência provoca alterações cerebrais mais profundas e duradouras do que na vida adulta. A pesquisa identificou que traumas nessa fase desregulam permanentemente o equilíbrio entre neurônios excitatórios e inibitórios no córtex pré-frontal, região crucial para o controle emocional e funções cognitivas. Essa vulnerabilidade do cérebro em formação aumenta o risco de disfunções persistentes, oferecendo pistas sobre a origem de transtornos como esquizofrenia e depressão.
Principais tópicos abordados: 1. Maior vulnerabilidade do cérebro adolescente: O impacto do estresse é mais profundo e duradouro na adolescência do que na idade adulta. 2. Mecanismo neural identificado: O estresse na adolescência causa um desequilíbrio persistente entre excitação e inibição neuronal no córtex pré-frontal. 3. Consequências e implicações: Essas alterações comprometem a maturação cerebral e aumentam a vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia e depressão, na vida adulta. 4. Base experimental: Resultados obtidos através de um protocolo de estresse aplicado em ratos adolescentes e adultos, com análise da atividade neuronal e dos ritmos cerebrais.